sábado, junho 19, 2010

Guiné-Bissau recebe nova missão técnica do FMI





Uma nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) está na Guiné-Bissau, desde quinta feira, para contactos com as autoridades locais, soube a PANA junto do Ministério das Finanças em Bissau.

De acordo com uma nota oficial, a missão do FMI vai realizar dois seminários destinados a membros do Governo, doadores, Organizações não Governamentais, setor privado e sindicatos sobre o apoio ao programa económico do Governo e a iniciativa HIPC (sigla inglesa para Países Pobres Altamente Endividados).

Além dos dois seminários, refere a nota, o Ministério das Finanças vai também fazer uma apresentação pública das conclusões da missão anterior do FMI, realizada a dia 25 de Maio passado.

No mesmo mês, o FMI aprovou 33,3 milhões de dólares americanos (cerca de 26 milhões de euros) de apoio ao programa económico do Governo da Guiné-Bissau para os próximos três anos que, se for bem sucedido, significará um perdão da dívida.

A administração do FMI, reunida em Washington, aprovou ainda o pagamento de uma segunda prestação da ajuda, no valor de 1,5 milhão de dólares americanos, ao abrigo do programa de apoio a países altamente endividados.

A aprovação do programa de apoio, designado ECF, estava prevista para o início de Abril, mas foi adiada devido à instabilidade política registada na altura em Bissau, com a detenção de "alguns militares e políticos", indica a nota.

No âmbito do programa, o Governo prevê reformas na administração pública, no setor da defesa e segurança e na criação de melhorias de investimento para o setor privado.

A dívida externa da Guiné-Bissau está calculada em mais de 1,5 bilião de dólares e americanos. Desde 2001, o país tem tentado, sem êxito, cumprir com os critérios para que possa beneficiar de um perdão.


Fonte: Pana

sexta-feira, maio 28, 2010

Guine-Bissau e o unico entre os Paises Lusofonos com crescimento economico abaixo da media prevista para o Continente



O crescimento económico previsto, para este ano, em Angola é de 7,4 por cento, refere o relatório anual da ONU de Perspectivas Económicas Africanas, revelado, na segunda-feira, em Abidjan. 
O documento sublinha que os países lusófonos de África, mesmo os mais frágeis, como a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, resistiram à crise global, mas precisam de “reformas urgentes” para estimularem as economias, refere o relatório anual de Perspectivas Económicas Africanas, revelado, na segunda-feira, em Abidjan. 
O diagnóstico é do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Económica para África da ONU. 
A estimativa para este ano é de retoma do crescimento económico para os países lusófonos de África, todos eles com níveis acima dos alcançados em 2009: Angola, 7,4 por cento, Cabo Verde, 5,1 por cento, Guiné-Bissau, 3,4 por cento, Moçambique, 5,1 por cento, e São Tomé e Príncipe 4,6 por cento.
Estes valores mostram que todos os países africanos lusófonos, à excepção da Guiné-Bissau, crescem acima da média prevista para o continente, 4,5 por cento. 
O continente vai registar, este ano, no seu todo, uma retoma no crescimento do PIB para 4,5 por cento, mas o período de grave crise económica global torna difícil aos países africanos alcançarem os Objectivos do Milénio das Nações Unidas estabelecidos para daqui a cinco anos. 
O continente reagiu melhor do que se pensava à crise, mas as marcas vão permanecer, avisaram economistas internacionais, refere o documento.

sexta-feira, maio 21, 2010

Defendida maior inserção de África na economia mundial



Luanda - O reitor da Universidade Lusíada de Angola, Mário Pinto de Andrade, defendeu hoje a necessidade de uma maior inserção do continente africano na economia mundial, pois representa cerca de 12 porcento da população mundial (900 milhões de habitantes).

 
O responsável, que falava durante a conferência comemorativa ao Dia de África, acrescentou que, apesar dos dados acima referenciados, o continente representa apenas um porcento do PIB mundial, igual percentagem de investimento directo estrangeiro e dois a três porcento do comércio mundial.

“Passaram-se oito anos desde a criação da União Africana, conseguiu-se acabar com o Apartheid, falta apenas uma maior inserção económica a nível mundial”, disse.

 
Ainda assim, informou que é o continente com a taxa de crescimento populacional mais rápida e com uma taxa de mortalidade infantil igualmente elevada.

 
Por outro lado, disse, num total de 48 países mais pobres a nível mundial, 33 são africanos e 32 países com índice de desenvolvimento humano baixo e num total de 42 milhões de pessoas infectadas com vírus HIV, cerca de 20 milhões são africanas, assim como 70 porcento da população africana activa está envolvida na economia informal.

 
Para o professor universitário, os líderes africanos estão preocupados com o combate à pobreza, com a boa governação, poder e uma melhor estratégia para o desenvolvimento do continente.

 
Apesar das várias dificuldades que ainda enfrenta, África de 2009 a 2010 registou a existência de conflitos na Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, no Zimbabwé, golpe de estado na Mauritânia, conflito no Sudão e no Madagáscar, entre outros, apesar disso vimos também a consolidação com eleições em vários países do continente, como Gabão, Sudão, Ilhas Maurícias, considerou.

 
Para finalizar, Mário Pinto de Andrade frisou que o continente, apesar de todas as vicissitudes, hoje é mais respeitado a nível internacional e vê-se agora países como Angola, África do Sul , Nigéria, Ghana e Egipto a participarem na cimeira do G8 e G20 como reconhecimento dos esforços económicos e sociais que estes países estão a fazer, no sentido das suas economias serem mais competitivas a nível internacional.


Anualmente a Universidade Lusíada de Angola realiza a reflexão sobre o continente africano, no âmbito da comemoração do 25 de Maio, dia de África.

Fonte: angop

quinta-feira, maio 20, 2010

Desemprego é o maior desafio à economia africana, diz ONU


A economia africana vai registrar uma recuperação visível em 2010, apesar da alta taxa de desemprego, afirmou ontem (18) um relatório da ONU sobre a economia do continente.
Segundo o documento intitulado "Relatório sobre a Economia Africana em 2010", emitido pela Comissão Econômica para África (UNECA, na sigla em inglês), a economia do bloco deve registrar este ano um crescimento de 4,8% graças à revitalização da economia global.
No entanto, a alta taxa de desemprego do continente será mantida mesmo no período de desenvolvimento acelerado, afirmou a UNECA, que apontou ainda o aumento excessivo da população como uma das causas do problema.
O relatório sugere aos países africanos que desenvolvam suas economias de forma diversificada, através da transformação do modelo de crescimento econômico, hoje muito dependente da exploração dos recursos naturais.

Fonte: CRI Online



Banco Africano de Desenvolvimento apoia Orçamento de Estado da Guiné-Bissau



Bissau, Guiné-Bissau, 19 Mai - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) atribuiu um financiamento de 8,5 milhões de dólares para apoio ao Orçamento de Estado da Guiné-Bissau, nos termos de um acordo terça-feira assinado em Bissau.

A ministra da Economia, Helena Embló, adiantou que o financiamento vai permitir ao governo do país avançar nas reformas estruturais, em particular no domínio das finanças públicas, a fim de "podermos vir a beneficiar da redução em 80 por cento da nossa dívida externa".

Presentes na cerimónia de entrega do apoio financeiro estiveram também o embaixador de Portugal, António Ricoca Freire, o representante da União Europeia, Franco Nulli, e a representante do Programa da ONU para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau, Giuseppina Mazza.

O governo da Guiné-Bissau precisa de realizar uma série de reformas a nível económico para para poder vir a beneficiar do perdão de cerca de 80 por cento da sua dívida externa, actualmente estimada em cerca de 1100 milhões de dólares. 



Fonte: MacauHub


segunda-feira, maio 10, 2010

África quer mudar de estratégia agrícola



A 20ª reunião do Fórum Económico Mundial (FEM) sobre África terminou no fim de semana em Dar es-Salaam, na Tanzânia, com o compromisso dos participantes de continuar a reflexão para soluções comuns às dificuldades da agricultura no continente.

Componente essencial da economia africana, o setor agrícola é fornecedor de 70 porcento dos empregos em países africanos como a Tanzânia.

Mas, as mudanças climáticas poderão reduzir em 25 porcento a produção agrícola nos próximos anos, "ameaçando igualmente a segurança alimentar e os eventuais rendimentos no plano económico".

"Não acredito na necessidade de cada país ter uma nova abordagem sobre a agricultura", declarou o Vice-Primeiro-Ministro do Zimbabwe, Arthur Mutambra, que questionou o que os países africanos conseguiram fazer das suas visões anteriores.

Para melhorar o perfil da sua agricultura, Mutambra considera que os blocos económicos regionais como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deverão estudar as suas visões regionais respetivas para permitir à agricultura ocupar um lugar de eleição tanto na vida das populações como na economia em geral.

O continente africano está confrontado com uma necessidade mais urgente de modernizar as suas políticas agrícolas, tendo em conta a explosão demográfica que ela regista, declararam os participantes no FEM.

Explicando as razões do atraso do desenvolvimento agrícola na Etiópia numa altura em que a maior parte da sua população sobrevive graças à ajuda humanitária, o primeiro-ministro, Meles Zenawi, admitiu que o espetro persistente da fome no seu país constitui "um dilema".

A Etiópia conheceu uma grande fome que, conduziu ao derrube, em 1975, do regime do imperador Haile Selassie e uma outra combinada com uma seca que assolou o país em 1984/85 sob o regime ditatorial do coronel Mengistu Haile Mariam.

Meles declarou que, desde a sua ascensão ao poder depois de derrubar o regime de Mengistu, em 1991, "o seu Governo tem conseguido dar uma assistência alimentar às populações confrontadas com um problema de sobrevivência".

A propriedade e a disponibilidade das terras são os factores essenciais que podem fazer da agricultura um motor do desenvolvimento em África. Na Etiópia, as terras foram nacionalizadas e distribuídas aos camponeses em 1985.

O contrato de cessão de terras não impediu os camponeses na Etiópia de dobrar todos os 10 anos a sua produção alimentar, mas a desnutrição e a insegurança alimentar ameaçam a população.

"Nos últimos 18 anos, surgiram pelo menos 30 milhões de pessoas suplementares por alimentar. Mas não devemos limitar os nossos nascimentos", declarou Meles.

Segundo o Presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete, anfitrião este ano da reunião do FEM, o maior problema de África é a falta de meios.

Os participantes no FEM indicaram que os camponeses necessitaram de ajuda para transformar, para o seu consumo, os produtos da sua colheita dos quais eles conhecem o valor nutritivo.

Além disso, a tecnologia vai tornar a agricultura mais atrativa para os jovens que representam 60 porcento da população em África mas não está interessada por esta atividade que eles julgam aborrecida.



Fonte: Panapress

FMI aprova apoio financeiro à Guiné-Bissau



Washington, Estados Unidos da América, 10 Mai - O Fundo Monetário Internacional aprovou sexta-feira um apoio de 33,3 milhões de dólares ao programa económico do governo da Guiné-Bissau para os próximos três anos, que, se tiver sucesso, significará um perdão de dívida.

A administração do FMI, reunida em Washington, aprovou ainda o pagamento de uma segunda fatia de ajuda, no valor de 1,5 milhões de dólares, ao abrigo do programa de apoio a países altamente endividados (HIPC), refere a instituição financeira em comunicado divulgado na sua página electrónica.

A aprovação do programa de apoio, designado ECF, estava prevista para o início de Abril, mas foi adiada devido à desestabilização política registada naquela data em Bissau, com a detenção de alguns militares e políticos.

No âmbito do programa, o governo prevê reformas na administração pública, no sector da defesa e segurança e na criação de melhorias de investimento para o sector privado.

Na nota hoje divulgada, o FMI sublinha que um desempenho satisfatório “pode abrir o caminho ao alívio da dívida até ao final do ano”.

A dívida externa da Guiné-Bissau está calculada em mais de 1,5 mil milhões de dólares e desde 2001 que o país tem tentando, sem êxito, cumprir com os critérios para que possa beneficiar de um perdão.



Fonte: MacauHub

quinta-feira, maio 06, 2010

Começa em Dar-es-Salam o Fórum Económico para África



A reunião, que visa apresentar alternativas para relançar a economia africana no período pós-crise financeira, será aberta pelo chefe do Estado tanzaniano .
Dar-es-Salam - O vigésimo Fórum Económico Mundial para África, reunindo mais de 1000 participantes oriundos de pelo menos 85 países, entre chefes de Estado e de Governo, académicos, homens de negócios e representantes da sociedade civil, começa nesta quarta-feira (5), em Dar-es-Salam, capital da Tanzânia.

A reunião, que visa apresentar alternativas para relançar a economia africana no período pós-crise financeira, será aberta pelo chefe do Estado tanzaniano e presidente em exercício da União Africana (UA), Jakaya Mrisho Kikwete.

Vários chefes de Estado e de Governo de África confirmaram a sua participação no Fórum, nomeadamente os presidentes Armando Guebuza, de Moçambique, Paul Kagame, do Rwanda, Ali Ben Bongo Ondimba, do Gabão, Hifikepunye Pohamba, da Namíbia, Jacob Zuma, da África do Sul, e Boni Yayi, do Benin. São esperados também os primeiros-ministros Raila Amolo Odinga, do Quénia, Morgan Tsvangirai, do Zimbabwe, e Meles Zenawi, da Etiópia.

domingo, abril 25, 2010

FMI projecta um crescimento de 5,0% para economia de Cabo Verde


Praia - O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta um crescimento de 5,0% para a economia de Cabo Verde este ano e de 5,5% no próximo ano, informa a publicação desta instituição, o World Economic Outlook .

Segundo a fonte, depois de Cabo Verde ter registado em 2009 um crescimento de 4,1%, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta para este ano um crescimento de 5,0% e 5,5% em 2011.

Em relação aos demais PALOPs, o FMI prevê que a economia de Angola deverá ter uma forte recuperação este ano, podendo crescer 7,1%. Relativamente ao Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, depois de uma quebra de 0,4% em 2009, a expectativa é de que este crescerá 7,1% este ano e 8,3% em 2011.

Os outros países africanos de língua portuguesa viram as suas economias progredir mesmo em ano de crise internacional, mas com uma desaceleração do crescimento que será invertida este ano e no próximo. É o caso da economia de Moçambique, que deverá crescer 6,5% este ano e 7,5% em 2011, melhor que os 6,3% registados em 2009.

O PIB da Guiné-Bissau deverá registar uma progressão de 3,5% em 2010 e de 4,3% em 2011. O de São Tomé e Príncipe crescerá 4,5% este ano e 5,5% no próximo, acima dos 3,0% e 4,0%, respectivamente, conseguidos em 2009.

Fonte: AngolaPress

sexta-feira, abril 16, 2010

Bissau - O Banco Mundial (BM) prometeu um apoio ao orçamento da Guiné-Bissau no valor de seis milhões de dólares (4,4 milhões de euros - um euro equivale a 126, 392 kwanzas), divulgou hoje (quinta-feira) o Ministério da Economia guineense. Em comunicado enviado à Agência Lusa, o ministério referiu que esta promessa de apoio foi feita pela equipa do Banco Mundial (BM) que chegou hoje a Bissau para analisar formas de ajuda ao país durante uma reunião com o ministro das Finanças guineense. A mesma equipa se reúne sexta-feira com a ministra da Economia da Guiné-Bissau, Helena Embalo, para preparar a nova estratégia de intervenção do BM no país. No encontro de sexta-feira com Helena Embalo, será analisada uma proposta de Memorando Económico da Guiné-Bissau "destinado a servir de suporte para um futuro programa do banco no país", refere a nota. O programa tem como objectivo ajudar a Guiné-Bissau a superar o baixo crescimento económico, a instabilidade política e a fragilidade institucional registadas na última década.



Bissau - O Fundo da ONU para a População (FNUAP) vai apoiar o Ministério da Economia da Guiné-Bissau a concluir o recenseamento geral da população, anunciou hoje (quinta-feira) o ministério em comunicado. 
 
Segundo a mesma fonte, a agência da ONU vai apoiar com 650 mil dólares (480 mil euros - um euro equivale a 126,392 kwanzas) o Recenseamento Geral da População e da Habitação para permitir a actualização dos programas e planos de desenvolvimento do país. 
 
Os dados do recenseamento vão servir também para "orientar as análises sobre mortalidade materno-infantil, fecundidade, índice demográfico dos jovens e as migrações internas", refere o comunicado. 
 
O FNUAP vai também apoiar com um financiamento de 300 mil dólares (221,4 mil euros) o "desenvolvimento da capacidade do Comité Técnico de Implementação e Seguimento do Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (DENARP)".

BM promete apoio de seis milhões de dólares ao orçamento



Bissau - O Banco Mundial (BM) prometeu um apoio ao orçamento da Guiné-Bissau no valor de seis milhões de dólares (4,4 milhões de euros - um euro equivale a 126, 392 kwanzas), divulgou hoje (quinta-feira) o Ministério da Economia guineense.   
 
Em comunicado enviado à Agência Lusa, o ministério referiu que esta promessa de apoio foi feita pela equipa do Banco Mundial (BM) que chegou hoje a Bissau para analisar formas de ajuda ao país durante uma reunião com o ministro das Finanças guineense. 
 
A mesma equipa se reúne sexta-feira com a ministra da Economia da Guiné-Bissau, Helena Embalo, para preparar a nova estratégia de intervenção do BM no país.  
 
No encontro de sexta-feira com Helena Embalo, será analisada uma proposta de Memorando Económico da Guiné-Bissau "destinado a servir de suporte para um futuro programa do banco no país", refere a nota. 
 
O programa tem como objectivo ajudar a Guiné-Bissau a superar o baixo crescimento económico, a instabilidade política e a fragilidade institucional registadas na última década. 

Fonte: Angola Press

Guiné-Bissau: Missão do FMI chega ao país para mais uma avaliação



Bissau – Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), chefiada pelo responsável do FMI, Paulo Droumon, chega esta quinta-feira à Guiné-Bissau.
A notícia foi avançada à PNN por uma fonte do Ministério das Finanças guineense, segundo a qual, a missão será chefiada pelo responsável do FMI para a Guiné-Bissau, Paulo Droumon. O responsável do FMI chega assim ao país, quinze dias depois de golpe militar de dia 1 de Abril, com o objectivo de proceder à avaliação do programa de cooperação entre o Governo da Guiné-Bissau e o FMI.

A fonte do Ministério das Finanças garantiu, por outro lado, que o programa de cooperação da Guiné-Bissau com FMI não foi afectado, pelo recente golpe militar que sacudiu o país. «Em princípio não houve nada, em relação à nossa cooperação com o FMI, porque nada foi alterado, a nível de gestão das finanças públicas. O único problema que existe é de carácter militar, como é de conhecimento de todos nós», disse a nossa fonte.
Fonte: Jornal Digital
Confiante nos resultados de perdão da dívida da Guiné-Bissau, a mesma fonte avançou que durante o primeiro trimestre do ano 2010, a gestão das finanças públicas melhorou bastante. Relativamente à data inicialmente prevista para a assinatura do programa de perdão da dívida com a Guiné-Bissau, a fonte do Ministério das Finanças avançou que tinha sido marcado o dia 2 de Abril para a reunião do Conselho de Administração do FMI, para efeitos de aprovação do programa de cooperação, mas que ficou comprometido, devendo agora ser fixada uma nova data para o efeito.

quarta-feira, abril 14, 2010

“A GUINÉ-BISSAU DÁ TODAS AS GARANTIAS AOS NEGÓCIOS E INVESTIMENTOS EXTERNOS” - PM CARLOS GOMES JÚNIOR | Gaznot.com

“A GUINÉ-BISSAU DÁ TODAS AS GARANTIAS AOS NEGÓCIOS E INVESTIMENTOS EXTERNOS” - PM CARLOS GOMES JÚNIOR | Gaznot.com

PAULO GOMES, ADMINISTRADOR DO ECOBANK : “ESTABILIDADE EM ÁFRICA SÓ COM EMPRESAS FORTES” | Gaznot.com

PAULO GOMES, ADMINISTRADOR DO ECOBANK : “ESTABILIDADE EM ÁFRICA SÓ COM EMPRESAS FORTES” | Gaznot.com

ÓRGÃOS DA UEMOA REUNIRAM EM BISSAU - DIRIGENTES AVALIAM SITUAÇÃO MONETÁRIA E O DIREITO BANCÁRIO DA UNIÃO | Gaznot.com

ÓRGÃOS DA UEMOA REUNIRAM EM BISSAU - DIRIGENTES AVALIAM SITUAÇÃO MONETÁRIA E O DIREITO BANCÁRIO DA UNIÃO | Gaznot.com

BISSAU TERÁ NOVA AUTO-ESTRADA DENTRO DE 13 MESES | Gaznot.com

BISSAU TERÁ NOVA AUTO-ESTRADA DENTRO DE 13 MESES | Gaznot.com

quarta-feira, março 17, 2010

País tem "potencial real" para o investimento - Galp Energia


O responsável pela Galp Internacional, Carlos Bayan Ferreira, disse hoje à agência Lusa que a Guiné-Bissau tem um "potencial real" para o investimento e é possível as empresas ficarem, "desde que sejam sérias".
"Penso que nós [Galp Energia] podemos ser um exemplo de que é possível na Guiné as empresas ficarem desde que sejam sérias e tenham uma perspetiva de que não se ganha o dinheiro de um dia para o outro", afirmou Carlos Bayan Ferreira.
"Nós somos uma empresa que está quase há 50 anos na Guiné e nunca saímos da Guiné", referiu, sublinhando que a Galp Energia ficou porque realmente acredita no país.
"Acreditávamos no país e pensamos que a nossa aposta está ganha", sublinhou.
"Neste momento temos uma posição na Guiné, que é uma posição estável, temos um grupo de empresas que ganha dinheiro, temos boas relações com o Estado da Guiné, somos cumpridores da legislação e da legalidade e isso permitiu-nos ficar na Guiné ao longo destes anos todos", explicou o responsável.
Segundo Carlos Bayan Ferreira, a Galp Energia vai continuar a investir no país e a "aproveitar as oportunidades".
"Acima de tudo, queremos ser um fator de estabilidade no país. Sem combustível nenhum país vive e nós temos sido um fator de estabilidade. Quando os outros não têm, nós temos sempre", salientou.
Sobre a situação de estabilidade no país, o diretor da Galp considerou que ainda existem "algumas feridas abertas que não estão completamente saradas".
"O que esperamos é que essas feridas não reabram nunca e se caminhe com o apoio da comunidade internacional para se curarem definitivamente essas feridas", afirmou.
"A Guiné-Bissau tem um potencial real e é preciso que haja estabilidade e que o país tenha oportunidade para desenvolver esse potencial", concluiu.
O primeiro ministro da Guiné-Bissau termina hoje uma visita oficial a Portugal com o objetivo de reforçar a cooperação entre os dois países e relançar a economia no país.
Depois de um jantar, na terça feira, com a Associação Industrial Portuguesa, Carlos Gomes Júnior abre hoje um seminário empresarial na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
Fonte: O Destak

Mesa-redonda de doadores em Outubro


Lisboa - O Primeiro -ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje  (terça-feira) que a mesa redonda de doadores para apoiar o desenvolvimento do país deverá ocorrer em Outubro. 

"Em Outubro estamos a programar uma mesa redonda mais ampla que não visará somente a reforma do sector de defesa e segurança, mas visará também o crescimento económico (...) a questão do narcotráfico, o crime organizado", disse Carlos Gomes Júnior. 
 
"Uma mesa redonda para a qual contaremos com o apoio forte de Portugal, da União Europeia e dos nossos principais parceiros de desenvolvimento", acrescentou. 
 
O Primeiro-ministro guineense falava no final de um encontro com o Presidente português, Cavaco Silva, no âmbito de uma visita oficial de dois dias que está a realizar a Lisboa.  
 
Sobre a reunião de alto nível a realizar a 06 de Junho, em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas, Carlos Gomes Júnior explicou que servirá para "discutir com os parceiros a criação de um fundo de pensões". 
 
O fundo de pensões é um "pacote estimado em cerca de 35 milhões de euros" para pagar as pensões dos militares que vão sair das forças armadas guineense após a reforma daquele sector. 
 
"Para quando fizermos a reforma nas forças armadas os militares que forem para a reforma possam ter uma pensão condigna", disse. 

Fonte: ANGOP

AIP destaca Guiné-Bissau como plataforma para oportunidades de negócios

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos, destaca a importância da Guiné-Bissau como plataforma para oportunidades de negócios na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
 
A Guiné-Bissau faz parte do espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e da União Económica e Monetária Oeste-Africana, recorda Jorge Rocha de Matos, afirmando que tal "significa que cada país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP] que faz parte de um espaço de integração regional constitui uma importante plataforma para um mercado mais vasto e que importa potenciar conjuntamente".

No aspecto bilateral, e apesar de Portugal e a Guiné-Bissau manterem relações comerciais, Jorge Rocha de Matos considera que estas "têm um potencial que está longe de ser explorado. Existe aqui um espaço de oportunidade para uma parceria bilateral, tanto a nível comercial como do investimento".

"Creio que temos um conjunto de áreas e sectores em relação aos quais faz todo o sentido desenvolver esta parceria entre Portugal e a Guiné-Bissau, envolvendo investimento privado e cooperação".

Os sectores do turismo, alimentar, agro-indústria, pescas, construção, infra-estruturas, tecnologias da informação e da comunicação são algumas das áreas apontadas por Jorge Rocha de Matos como "oportunidades de negócio" na Guiné-Bissau.

Jorge Rocha de Matos falava num jantar oferecido pela Associação Industrial Portuguesa ao primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, que termina hoje a visita oficial a Portugal.

Para o primeiro-ministro guineense o encontro organizado pela AIP é de "suma importância, porque é uma aproximação com a classe empresarial portuguesa". "Desde a nossa chegada que temos sido bem acolhidos e os contactos têm sido promissores. Estamos esperançados", acrescentou Carlos Gomes Júnior.
Fonte:OJE/Lusa

quarta-feira, março 10, 2010

Guiné-Bissau paga parte da dívida a empresários locais



OJE/Lusa

O governo da Guiné-Bissau deu hoje ao sector privado 3,5 biliões de francos CFA (4,5 milhões de euros) como parte da dívida contraída com os empresários locais entre 1974 e 1999.

O total da dívida contraída entre aquelas datas é de cerca de 18 biliões de francos CFA (27,4 milhões de euros).

O acordo para o pagamento da chamada dívida auditada foi hoje rubricado pelo ministro das Finanças guineense, José Mário Vaz, e pelo presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura (CCIA), Braima Camará.

O ministro das Finanças disse que com esse dinheiro, a ser mobilizado junto dos bancos comerciais de Bissau, o governo pretende "dar um novo fôlego" à actividade económica no país e consequentemente "ajudar o sector privado".

"Dissemos, no ano passado, que 2010 seria o ano do sector privado, depois de termos regularizado o pagamento dos salários (aos funcionários públicos) e termos liquidado a nossa dívida para com a banca comercial", afirmou Mário Vaz.

Segundo o ministro das Finanças, a partir do pagamento parcial da dívida, o sector privado do país estará em condições de participar na campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação do país, cujo lançamento esta previsto para o diz 27 deste mês.

Para o presidente do CCIA, os empresários da Guiné-Bissau poderão a partir de agora pensar no relançamento da sua actividade "bastante afectada há vários anos" e ainda "ajudar no processo de desenvolvimento, com o pagamento dos impostos".

Braima Camará defendeu ainda que sem o pagamento, mesmo que parcial, da dívida do governo ao sector privado "seria difícil que os empresários" tomassem parte na campanha de comercialização da castanha do caju.

sábado, março 06, 2010

FMI elogia desempenho macroeconómico

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou satisfatório o desempenho macroeconómico do Governo da Guiné-Bissau no ano passado, apesar das condições adversas internas e externas e anunciou um acordo preliminar.

O chefe da delegação do FMI afirmou que, se forem tomadas, este ano, algumas medidas, o país pode ter ainda mais apoios.

Paulo Drumond disse que o “acordo preliminar de financiamento” do FMI ao Governo, a ser concedido nos próximos três anos, deve ser assinado em Março. Uma das áreas do programa do Governo que vai beneficiar do financiamento é a reforma da administração pública, do sector da defesa e segurança.

O Governo prometeu “um forte investimento” - cerca de 60 por cento dos recursos gerados no país - nas áreas da educação, saúde, agricultura e infra-estruturas públicas. Se a Guiné-Bissau tiver “um bom desempenho”, ao abrigo do acordo, tem boas hipóteses de conseguir, ainda este ano, a inclusão na lista de nações beneficiárias da iniciativa HPPIC destinada a países pobres e altamente endividados.

O Governo da Guiné-Bissau liquidou os mais de 14 mil milhões de francos CFA que tinha em dívida para com os bancos comerciais do país.

Agora estão agora criadas condições para que o sector bancário possa fazer um empréstimo aos operadores económicos nacionais, na campanha de comercialização da castanha de caju que se avizinha.

A castanha de caju é o produto de maior rentabilidade na balança da economia guineense.

Quanto ao pagamento da dívida interna, no valor de 3,5 milhões de francos CFA, já foi criada uma comissão e os trabalhos preparativos para o embolso estão em curso.

“Vamos pagar somente as dívidas auditadas pelos consultores internacionais. O pagamento das restantes depender das auditorias que vão sendo feitas”, afirmou uma fonte do Ministério das Finanças
 
Fonte: Jornal de Angola

Guiné-Bissau tem "janela de oportunidade sem precedentes"- chefe da Missão da ONU

O chefe da Missão Integrada das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) afirmou hoje perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas que a estabilidade política e a atenção internacional criaram uma "janela de oportunidade sem precedentes" para o país.

Joseph Mutaboba, chefe de missão e representante do secretário geral na Guiné-Bissau, compareceu esta manhã perante o Conselho de Segurança, na sede da ONU em Nova Iorque, para apresentar o último relatório das Nações Unidas sobre o país, divulgado esta semana.

No centro da "agenda de estabilização e desenvolvimento" da Guiné-Bissau, afirmou, está a reforma do setor de segurança, que já conta com um pacote legislativo na Assembleia Nacional e com uma equipa de apoio da UNIOGBIS quase completa, que em breve irá lançar um "plano de ação para a paz e desenvolvimento", com objetivos específicos para avaliar os progressos.

"O ano de 2010 para a Guiné-Bissau é um ponto de viragem. A comunidade internacional e as autoridades nacionais estão cientes de que as coisas têm de ser feitas e feitas da maneira certa", disse Joseph Mutaboba à Lusa, após a reunião.

De acordo com uma declaração emitida pelo Conselho de Segurança após a reunião, a missão irá assumir "papel de liderança" no apoio à reforma da segurança, com enfoque na polícia, nos programas transversais ao setor e na mobilização de recursos.

Para Mutaboba, exemplos da estabilização política são a recente nomeação (a 11 de fevereiro) do líder da oposição Kumba Yalá para o Conselho de Estado e a criação de comissões parlamentares para a revisão da Constituição e da legislação local, a pedido da oposição.

No plano financeiro, o representante sublinhou que as reformas fiscais ganharam andamento e que, pela primeira vez desde 2004, o governo tinha em dia os salários dos funcionários públicos.

Salientou ainda que o país está prestes a atingir o ponto de conclusão da Iniciativa para os Países Altamente Endividados (HIPC, na sigla inglesa), que representaria um perdão de dívida de perto de 700 milhões de dólares, equivalente ao total atual.

Mas também alertou para o "difícil ambiente regional" com que a Guiné-Bissau se depara, que inclui golpes militares, conflitos étnicos e interreligiosos, tráfico de droga, depredação de recursos naturais e pesca ilegal.

Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora brasileira junto da ONU que chefia a Comissão para a Configuração da Paz na Guiné-Bissau, sublinhou a necessidade de articular a reforma de segurança com a criação de empregos, principalmente entre os jovens, e com a revitalização da economia.

Alertou ainda para a necessidade de aprovação "expedita" da segunda tranche de recursos do Fundo para a Construção da Paz, para que a Guiné-Bissau possa "consolidar ganhos e fazer mais progressos", tendo em atenção a capacidade de absorção do país e a coordenação entre os diferentes doadores.

A Guiné-Bissau foi representada pelo embaixador Alfredo Lopes Cabral, que sublinhou o facto de o governo estar a pagar salários e a dialogar com a oposição.

O sistema de segurança é a "principal prioridade", mas também a administração pública deverá ser alvo de reforma, tendo em vista torná-la "escrupulosamente transparente".

Quanto ao tráfico de droga, a Polícia Judiciária tem hoje "mais recursos para combater o flagelo que afeta toda a região", adiantou Lopes Cabral.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Guiné-Bissau recebe ajuda orçamental de três milhões de França África

OJE/Lusa
A França concedeu à Guiné-Bissau uma ajuda orçamental de três milhões de euros, para o pagamento de salários e gratificações dos funcionários da Saúde e Educação, bem como de dívidas do governo.
O acordo de financiamento foi rubricado entre o ministro das Finanças guineense, Mário Vaz, e o embaixador da França em Bissau, Jean François Parot, tendo este considerado que o gesto traduz "o reconhecimento e a confiança da França nos esforços do governo" guineense.
"A França acompanha a Guiné-Bissau desde a sua independência e reitera hoje a sua solidariedade e a sua confiança neste país. É uma questão de justiça para um povo que deu prova nas últimas eleições presidenciais da sua maturidade e vontade de progredir", disse o embaixador francês.
Ainda de acordo com François Parot, a França congratula-se com o desempenho macroeconómico do actual governo da Guiné-Bissau, facto que, disse, foi sublinhado na última avaliação do FMI às contas do país.
Para demonstrar a sua satisfação, a França não só cumpriu a promessa de ajuda orçamental para 2009 como aumentou em um milhão de euros esse apoio.
Por seu turno, o ministro Mário Vaz enalteceu a cooperação e as ajudas que o governo tem recebido da França, mas notou que "as dificuldades de tesouraria ainda não acabaram".
"Só a dívida do Estado para com a banca comercial no país é de cerca de 14 mil milhões de francos CFA (21,3 milhões de euros). Portanto, a ajuda que hoje recebemos, no que concerne ao pagamento da dívida com banca é uma gota de água no oceano", afirmou Mário Vaz, referindo-se ao facto de parte da ajuda francesa se destinar ao pagamento a bancos comerciais.
Presente na cerimónia de assinatura do financiamento francês, o ministro da Saúde Pública guineense, Camilo Simões Pereira, disse à Lusa que o dinheiro irá ajudar a resolver o problema dos trabalhadores do sector, que nos últimos dias tem registado uma vaga de greves.

Presidente Mamadou Tandja critica CEDEAO

Niamey - O presidente nigerino Mamadou Tandja criticou veementemente a Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO) que suspendeu o Níger, interrogando-se mesmo sobre o interesse de permanecer nesta organização, durante uma alocução televisiva.

"Tínhamos aderido à comunidade oeste-africana para promover a economia, o desenvolvimento social e a cultura (...) 30 anos depois não nos permitiu construir só um quilómetro de estrada asfaltada ou de linha eléctrica. Permanecer nela parece inútil", declarou Tandja domingo à televisão Estatal.

"Se temos bastante, não podemos deixar?", interrogou-se o presidente que se exprimia em língua haoussa à margem das festividades do 51º aniversário da República do Níger Diffa (leste), a sua região natal.

O chefe de Estado, que devia retirar-se em Dezembro após dois mandatos, obteve durante um referendo constitucional em Agosto o prolongamente de pelo menos três anos no poder, atraindo críticas de todas as partes.

Após a realização das eleições legislativas conturbadas a 20 de Outubro, boicotadas pela oposição e vencidas sem surpresa pelo partido de Tandja, a CEDEAO suspendeu o país por violação dos textos comunitários sobre a democracia.

Domingo à noite, Tandja denunciou "cláusulas futeis copiadas dos Brancos, inseridas" nos acordos da CEDEAO.

Considerou igualmente que o texto da CEDEAO, ratificado pelo Níger, proibindo aos 15 Estados-Membros alterar a sua Constituição nos seis meses antes de uma eleição sem consenso dos actores políticos do país, representava "um obstáculo para Estados independentes".

Em Maio e Junho passado, enquanto que o Parlamento e o Tribunal constitucional se opunham ao projecto do Presidente de alterar a Constituição para poder manter-se no poder, Tanja dissolveu estas duas instituições.

A União Europeia suspendeu a sua ajuda ao desenvolvimento em Novembro e pediu um regresso à ordem constitucional.

Um diálogo directo entre o poder e a oposição sobre a crise nigerina devia iniciar hoje (segunda-feira) em Niamey sob a égide de um mediador da CEDEAO.

sábado, dezembro 19, 2009

Bolsa de Abidjan encerra semana em alta

Dakar - A Bolsa Regional dos Valores Mobiliários (BRVM) de Abidjan (Côte d'Ivoire) encerrou sexta-feira em alta em relação à sessão precedente, indica um comunicado do mercado financeiro sub-regional.

O índice BRVM Compósito passou de 131,70 para 133,14 pontos, registando uma progressão de 1,09 por cento enquanto o índice BRVM 10 ganhou 1,34 por cento, terminando com 145,88 pontos.

O valor das transacções estabelece-se em 41,65 milhões de francos CFA contra 53,17 milhões de francos realizados durante a sessão de cotação de quinta-feira.

As negociações que envolveram 16 das 38 sociedades inscritas no mercado das acções, permitiram trocar 1.437 títulos.

A capitalização bolsista do mercado das acções fixou-se em 2.824.964.232.387 francos CFA enquanto a do mercado obrigacionista em 529.927.888.740 francos.

No mercado obrigacionista, 69 obrigações TPCI 6,95 por cento 2009- 2014 foram trocadas num valor total de 690 mil francos CFA, excluindo os juros acumulados.

A BRVM é comum aos oito países membros da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA), designadamente o Benin, o Burkina Faso, a Côte d'Ivoire, a Guiné-Bissau, o Mali, o Níger, o Senegal e o Togo.
Fonte: ANGOP

quinta-feira, dezembro 17, 2009

África tem de apostar nela própria, dizem economistas em conferência Millennium Bim

Economistas moçambicanos divergiram em Maputo sobre a amplitude da crise mundial, mas concordaram que África só pode desenvolver-se apostando em factores internos, porque as ajudas internacionais são enganadoras.




Uma visão transmitida durante a 5ª. Conferência Económica do Millennium Bim, o maior banco moçambicano, cujo capital social é detido maioritariamente pelo Millennium BCP, de Portugal.



Durante a tarde Rajendra de Sousa, Abdul Magid Osman e João Mosca debateram o "Desenvolvimento económico em África no período pós-crise no contexto das alterações geoestratégicas de poder", defendendo que o continente africano tem de olhar para dentro de si procurar soluções endógenas para o desenvolvimento.



A discussão centrou-se à volta da crise mundial mas também nas relações da China com África e da dependência deste continente em relação à ajuda internacional. João Mosca, economista e professor, considera que a grande parte dos Governos do continente não está interessada na "endogeneização dos processos de desenvolvimento económico" e considera Moçambique um exemplo. A economia, diz, é movida essencialmente graças a recursos externos, mas o investimento externo é virado para a exportação, sendo esse o interesse dominante dos agentes económicos e não sendo fácil aos Governos "entrar em linha de ruptura com esta teia de relações".



"Se calhar o melhor que nos vai acontecer é os recursos externos começarem a escassear e termos de nos voltar para nós", diz Rajendra de Sousa, doutorado em sociologia e especialista em desenvolvimento rural.



A situação de África também não é a melhor para atrair investimento estrangeiro, segundo Magid Osman, antigo ministro das Finanças, comparando o continente com a China, que tem capacidade financeira e de construção. "Um bom investidor está de óculos escuros, não está a ver a localização do país, está à procura de retorno de capitais", diz, acrescentando que África, "sem infra-estruturas, sem telecomunicações, sem mão-de-obra qualificada" acaba por "passar ao lado". Um dólar investido na China faz 1,30 dólares, um dólar em África faz 60 cêntimos, afirma.



Transversal a tudo isto há uma crise que começou há um ano e três meses, como recorda João Figueiredo, presidente da Comissão Executiva do Millennium Bim. Crise que, diz, começou por ser financeira, depois passou a económica e finalmente a social, esta de mais difícil recuperação. Moçambique, afirma o responsável, embora com menos efeitos, acabou por sofrer com a queda do investimento estrangeiro e atrasos na concretização de projectos. Agora, diz João Figueiredo, parece que "a crise pode ter chegado ao fim", tudo indicando que se tenha surgido "uma nova ordem internacional".



Para João Mosca esta foi "uma crise de curto prazo, conjuntural, com efeitos fortes nos países desenvolvidos mas em que África sofreu bastante lateralmente", embora, por se tratar de um continente em desenvolvimento, o "bastante lateralmente" seja relativo.



Magid Osman defende, ao contrário, que a crise provocou "alterações profundas".



Com todos a defenderem que a grande oportunidade para África saída da crise é a procura de modelos de maior endogeneização dos processos de desenvolvimento; e a ser consensual também que África não pode influenciar a economia internacional; da assistência veio também um alerta: "fala-se muito do novo milénio e nós aqui nem sequer uma bicicleta sabemos fazer".

Fonte; Lusa

quinta-feira, novembro 26, 2009

Guiné-Bissau: Governo investe em construção e reabilitação de estradas na capital



Bissau - O Ministro das Finanças anunciou esta quarta-feira que o Governo vai investir 28 986 mil milhões de francos guineenses (cerca de um milhão e 500 mil euros) em segurança alimentar e infra-estruturas.

Os trabalhos de construção e reabilitação das estradas de Bissau serão, nomeadamente da Avenida Combatentes Liberdade da Pátria e a recém-baptizada avenida, Dom Settimio Arturo Ferrazeta (Primeiro Bispo de Bissau).

José Mário Vaz, que falava na cerimónia de assinatura do contrato para controlo e fiscalização das referidas obras, adiantou que o executivo disponibilizou mais de 2 mil milhões de francos guineenses (cerca de três milhões de euros) para a execução das obras de construções do Porto de Pesca, no Bairro de Bandim, nos subúrbios de Bissau.

Uma parte da verba vai ser destinada aos trabalhos de intervenção pontual das vias asfaltadas em Bissau, através da Direcção Executiva do Fundo de Conservação Rodoviária, assim como do fundo de rendimento social, assinado recentemente entre o Ministério da Economia e algumas organizações sociais do país.

O valor anunciado é co-financiado pelo Governo da Guiné-Bissau num valor de 192 milhões de francos guineenses (cerca de 292 mil euros), FAIR/UEMOA, Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento (BOAD), Governo do Japão e Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID).

As obras de construção da Av. Combatente de Liberdade da Pátria vão consistir no reforço e ampliação da estrada, construção de dois passeios aéreos, dois semáforos e passeios com as respectivas iluminações. Em relação à Av. Dom Settimio Arturo Ferrazeta, a obra consiste na construção de passeios e respectiva iluminação pública.

Com a duração de 22 meses, as referidas obras serão fiscalizadas pela empresa AGEIM INGENIEURS CONSEILS, sendo que, a sua execução vai ser conhecida através de um concurso público internacional para a empreitada a ser lançado, o mais tardar, até ao final do mês de Janeiro de 2010.

Confiante na execução das obras, o Ministro das Finanças, José Mário Vaz, afirmou que o próximo ano vai ser um ano de investimento em infra-estruturas sociais na Guiné-Bissau. «O ano 2010 vai ser de facto o ano de grandes investimentos», anunciou o titular da pasta das Finanças. Destes investimentos, o Governo obteve igualmente por parte da UEMOA um financiamento de 480 milhões francos guineenses (cerca de 730 mil euros) para o estudo da ponte do rio Farim, situada na região de Oio, no Norte da Guiné-Bissau.

Cauteloso nas possíveis pressões ao Governo por parte de algumas organizações sindicais, face aos valores anunciados, no que diz respeito ao pagamentos de dívidas em atraso, o ministro das Finanças explicou que estas quantias são exclusivamente destinadas ao trabalho de construção das duas estradas, que fazem parte das estradas comunitárias inscritas no programa económica regional da União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA).

Sumba Nansil

sexta-feira, novembro 20, 2009

Guiné-Bissau empresta dinheiro para criar postos de trabalho e aumentar rendimentos



O Governo da Guiné-Bissau vai, pela primeira vez na história do país, emprestar dinheiro à população para a ajudar na concretização de projectos que ajudem a criar postos de trabalho e gerar rendimentos.

A ajuda, anunciada quarta-feira, vai ser feita através de um fundo de um milhão de dólares, apoiado pela União Europeia, e depositado no Banco Regional da Solidariedade, no âmbito do Documento Nacional de Estratégia para a Redução da Pobreza.

"Temos de dar oportunidades às pessoas, que normalmente não têm acesso ao sistema bancário clássico, de disporem de recursos para poderem levar a cabo iniciativas que possam criar emprego e também aumentar o rendimento das famílias", afirmou a ministra da Economia, Helena Embalo, na apresentação do fundo.

"São projectos que têm de se inserir em determinados sectores de actividade que nós escolhemos, nomeadamente partindo do estudo que foi feito sobre os sectores da economia com maior potencial de crescimento", salientou a ministra da Economia. "Estamos a referir-nos à agricultura, às pescas, turismo, comércio e área dos serviços".

O Fundo Monetário Internacional anunciou quarta-feira que a economia da Guiné-Bissau vai crescer 3,5% no próximo ano e quase 4% em 2011.

O Governo guineense tem prometido igualmente o pagamento da dívida ao sector privado do país.

As dívidas do Governo guineense rondam os 175 biliões de francos cfa (266 milhões de euros) e foram acumuladas nos últimos 35 anos.

Fonte: Lusa

quinta-feira, novembro 19, 2009

Guiné-Bissau: FMI dá nota positiva ao desempenho do Governo



Bissau - A nota positiva que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deu é resultado da missão de duas semanas que a instituição financeira levou a cabo na Guiné-Bissau.

As duas semanas permitiram à missão avaliar o desempenho do Governo no âmbito do programa apoiado pela Assistência de Emergência Pós-Conflito (EPCA) e as perspectivas para o início das discussões sobre um novo acordo ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado (ECF).

Segundo o chefe da equipa, Paulo Drummond, no capítulo do desempenho fiscal em 2009, apesar de algumas metas não terem sido ainda atingidas, registou-se um resultado satisfatório.

Baseado neste dado, o FMI espera que o crescimento real da economia guineense venha a situar-se um pouco abaixou dos três por cento ainda este ano. Para o próximo ano, a instituição financeira internacional que a recuperação da economia global, a expectativa de uma produção de castanha de caju sustentada e melhores despesas exponenciais, venham a contribuir para uma retoma da economia moderada para cerca de 3,5 por cento no ano 2010 e 4 por cento para 2011 e 2012. Para que isto aconteça, segundo o chefe da missão do FMI, é preciso que haja estabilidade política e o aumento da segurança no país.

O representante da missão do Fundo Monetário Internacional disse ainda «sim» ao Orçamento Geral do Estado para 2010, o qual, de acordo com a conclusão que tirou, foi concebido de forma adequada para atingir vários objectivos importantes, nomeadamente manter a despesa do presente ano dentro dos recursos internos e externos, evitando assim novos atrasados.

O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, numa conferência de imprensa que deu juntamente com o chefe da missão do FMI, revelou aos jornalistas, que o segredo da boa performance económica e financeira do seu pelouro assentou na aplicação de medidas que chamou de «musculadas», sobretudo no capítulo da recolha de receitas.

«Não foi fácil. Foi extremamente difícil, porque medidas administrativas não foram aplicadas, o que nós, muitas vezes aplicámos, foram medidas musculadas. Desrespeitámos completamente os procedimentos administrativos porque não tínhamos outra solução, porque também as pessoas ligadas directamente aos serviços não respeitavam os procedimentos administrativos», refere o titular da pasta das Finanças.

O ministro das Finanças disse ainda que ao nível do apoio orçamental, pouco têm recebido dos parceiros internacionais, não obstante estarem ainda de pé várias promessas neste sentido. Alguns deram alguma cosa, mas outros nada até então.

José Mário Vaz afirmou que 2010 será um ano de mais e de maior rigor nas finanças públicas, isto na perspectiva de conseguir assinar com FMI um programa de médio prazo, cujas negociações deverão ter lugar no início do ano que vem. O ano de 2010 é considerado crucial pelas autoridades guineenses, porquanto o desempenho positivo ou negativo do país poderá reflectir a futura cooperação entre Bissau e o Fundo Monetário Internacional que, aliás, apesar desta boa apreciação, se declara intolerante a qualquer desvio das normas acordadas com o Governo guineense.

Lassana Cassamá

Fonte: Jornal Digital

sexta-feira, novembro 13, 2009

Galp Energia abre mais um posto de abastecimento




A Galp Energia, que possui 80% da empresa guineense Petromar, inaugurou esta sexta-feira no norte da Guiné-Bissau um novo posto de abastecimento de combustível.

A abertura do posto de abastecimento de São Domingos é uma «prova de confiança no país, uma prova de confiança nos líderes políticos do país e uma prova de confiança no futuro face à crise», disse no final da cerimónia de inauguração Fernando Gomes, administrador-executivo da empresa citado pela Lusa.

Fonte: TVi

«A Galp investiu aqui quatro milhões de francos e criou mais uma dúzia de postos de trabalho», afirmou o antigo presidente da Câmara do Porto, sublinhando que a petrolífera portuguesa emprega directamente na Guiné-Bissau mais de 120 pessoas.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Guiné-Bissau: Portugal apoia projectos de educação com 5,5 milhões de euros



Bissau, 12 Nov (Lusa) - O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e o Ministério da Educação da Guiné-Bissau assinam sexta-feira dois protocolos de cooperação de apoio ao sector educativo avaliados em cerca de 5,5 milhões de euros.

Os dois protocolos vão ser assinados pelo presidente do IPAD, Manuel Correia, e pelo ministro da Educação Nacional, Cultura, Ciência, Juventude e Desportos guineense, Artur Silva.

O apoio financeiro será distribuído entre o Projecto de Apoio ao Sistema Educativo da Guiné-Bissau (4,6 milhões de euros) e o Projecto Djunta Mon - Ensino de Qualidade em Português (1 milhão de euros) para o período até 2012.

quarta-feira, novembro 11, 2009

UEMOA e CEDEAO anunciam apoios de 3,8 milhões de euros para relançamento da economia



Bissau - As organizações sub-regionais africanas vão disponibilizar para a Guiné-Bissau 3,8 milhões de euros para o relançamento da economia, anunciou hoje, terça-feira, em Bissau, Abdou Sakho, da União Económica Monetária da África Ocidental (UEMOA).


"As organizações africanas, UEMOA e CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental) pretendem dar um sinal político forte de solidariedade em relação à Guiné-Bissau para que a comunidade internacional possa sentir-se encorajada para vir apoiar a Guiné-Bissau nos aspectos do desenvolvimento económico e social", declarou Sakho.


O comissário responsável pela política económica e controlo da fiscalidade a nível da UEMOA explicou ainda que os apoios, cujos recursos serão mobilizados a partir das contribuições das duas organizações africanas, serão canalizados para o financiamento de sete programas "já identificados".


Os programas em questão terão como finalidade ajudar o relançamento da actividade económica da Guiné-Bissau parada em consequência da guerra civil que o país viveu em 1998/99.


Indagado sobre a data em que os recursos financeiros serão postos a disposição das autoridades de Bissau, Abdou Sakho afirmou que "apenas depende" da aprovação do conselho de ministros das Finanças da UEMOA e da ratificação a nível da comissão da
CEDEAO.


Sakho entende, contudo, que as duas diligências serão realizadas rapidamente, uma vez que a decisão da ajuda financeira de emergência à Guiné-Bissau foi tomada pelos chefes de Estado das duas organizações da Africa ocidental.


O anúncio dos apoios financeiros foi feito no âmbito de uma missão conjunta da União Africana e da CEDEAO à Guiné-Bissau para preparar a mesa-redonda de dadores para obter ajuda internacional para a reforma do sector de defesa e segurança.

Fonte: ANGOP

domingo, novembro 08, 2009

Actividade reduzida e integração na UEMOA deixa país fora da rede dos bancos portugueses



Lisboa - A Guiné-Bissau é o único dos países lusófonos que não tem hoje presença directa de bancos portugueses, pela reduzida
actividade bancária mas também pela sua integração, em 1997, na União Económica Monetária da África Ocidental (UEMOA).

"Até 1997 só havia em Bissau o Banco Internacional da Guiné (BIG) e o Totta e Açores", mas o sistema financeiro do país transformou-se a partir desse ano, quando "passou a fazer parte da UEMOA", explicou Rómulo Pires, director do Banco da África Ocidental (BAO) e presidente da Associação de Bancos Comerciais na Guiné-Bissau, em declarações à agência Lusa.

O Totta e Açores, único banco português que teve presença directa, saiu e o BIG faliu com a guerra civil de 1998 e 1999.

Entre 1997 e 2006 ficou apenas a existir o BAO, hoje a principal instituição financeira, com quase 50 por cento da quota de mercado dos [poucos] utilizadores dos serviços bancários no país.

A associação mutualista portuguesa Montepio Geral tinha 15 por cento do capital do BAO, mas vendeu em 2007 à Geocapital, do magnata chinês Stanley Ho, hoje o principal accionista, seguido do banco de investimentos Efisa.

Até 2006 a actividade bancária era muito reduzida. Ainda hoje é, já que só dois por cento da população guineense é bancarizada [utiliza serviços bancários] mas a abertura de outros bancos aumentou o número de depósitos", referiu Rómulo Pires, referindo a abertura do Ecobank, do Banco da União e do Banco Regional de Solidariedade".

Hoje já existe em Bissau um sistema de regularização automática de pagamentos entre bancos do grupo e há um sistema GIM-UEMOA (equivalente ao VISA). Quem tiver um cartão bancário pode utilizá-lo em qualquer terminal automático de bancos que façam parte da união.

Os clientes bancários com cartão Visa podem levantar dinheiro a crédito nos balcões do BAO e fazer pagamentos em alguns hotéis de Bissau, mas ainda não é possível efectuar levantamento em caixas automáticas.

"O sistema está a evoluir no sentido da introdução de novos meios de pagamento, porque já não é preciso a troca física, e estamos a pedir a adesão ao VISA para os cartões GIM-UEMOA poderem ser utilizados fora do espaço da UEMOA", adiantou o presidente da Associação de Bancos Comerciais na Guiné-Bissau.

Na Europa e em Portugal, lastima, "não há conhecimento que o franco cfa (moeda única de oito países que constituem a UEMOA) é uma moeda forte e com paridade fixa com o euro" e por falta desse conhecimento muitas instituições bancárias e casas de câmbio na Europa nem sequer fazem trocas.

Fonte: ANGOP

quarta-feira, novembro 04, 2009

Missão FMI na Guiné-Bissau avalia desempenho na Assistência de Emergência Pós-Conflito



Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai estar em Bissau entre quinta-feira e o próximo dia 18 para avaliar o desempenho do Governo no âmbito do programa económico para este ano apoiado pela Assistência de Emergência Pós-Conflito.
Durante a estada em Bissau a missão deverá também avaliar as "perspectivas para o início das discussões sobre um novo acordo ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado", refere em comunicado o Ministério das Finanças guineense.

No âmbito do programa da Assistência de Emergência Pós-Conflito o FMI apoiou a Guiné-Bissau com 2,7 milhões de dólares em Junho (1,8 milhões de euros), 2,9 milhões de dólares em Julho de 2008 (2 milhões de euros) e 2,8 milhões de dólares em Janeiro de 2008 (1,9 milhões de euros).

O Programa de Emergência Pós-Conflito visa reforçar a capacidade administrativa e institucional dos governos para uma recuperação económica sustentada.

Em Junho o FMI considerou que a Guiné-Bissau continuava a enfrentar graves dificuldades económicas e fiscais.

A agência da ONU considerou contudo que durante o ano de 2008 o Governo fez progressos na reforma fiscal.

Segundo o Ministério das Finanças guineense no próximo dia 17 a missão fará uma apresentação pública das conclusões preliminares da avaliação.

Fonte: Jornal Economico

sexta-feira, outubro 30, 2009

Guiné-Bissau: Banco Mundial apoia a cooperação



Bissau – O Banco Mundial (BM) anunciou esta quinta-feira que vai disponibilizar à Guiné-Bissau mais de 66 milhões de dólares.

O Director-Adjunto do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, McDonald Benjamin (na foto) disse esta quinta-feira em Bissau, em declarações à PNN, que a referida ajuda financeira será destinada aos sectores de saúde, agro-pecuária, Policia Judiciária e sector privado.

O responsável do Banco Mundial, que se encontra no país no âmbito do encontro de actualização da estratégia nacional para a redução da pobreza, falou também sobre a situação energética do país. McDonald Benjamin aconselhou o Governo, e em particular a Empresa de Electricidades e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), a superar a sua capacidade de produção interna. Revelou ainda que, graças ao apoio do BM a empresa consegue fornecer 5,5 Mw, razão pela qual disse haver necessidade de empreender mais esforços por parte da empresa.

Relativamente à situação política no país, o Director-Adjunto do Banco Mundial para a Guiné-Bissau traçou um quadro positivo, afirmando que a instituição vai manter o seu compromisso de continuar apoiar a Guiné-Bissau, uma vez que foi demonstrado interesse pelas novas autoridades guineenses.

Sumba Nansil

quinta-feira, outubro 29, 2009

Estado deverá fazer "pagamento parcial" da dívida ao sector privado até ao final do ano



Bissau - O presidente do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Braima Camará, afirmou hoje (quinta-feira) que até ao final do ano deverá ser feito o "pagamento parcial" da dívida do Estado da Guiné-Bissau aos privados.

"Temos a promessa do Governo da Guiné-Bissau em regularizar os atrasados internos do sector público ao sector privado", afirmou Braima Camará, que é também presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura da Guiné-Bissau, em declarações aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém.

Ainda de acordo com Braima Camará, até ao final deste ano deverá ser feito o "pagamento parcial" dessa dívida.

"O primeiro-ministro prometeu ao sector privado que antes do Natal deste ano far-se-ia o pagamento parcial da dívida do Estado ao sector privado, para que o sector privado possa relançar as suas actividades económicas e financeiras na Guiné-Bissau", revelou.

Questionado sobre se o facto do Presidente da Guiné-Bissau e do Governo serem agora do mesmo partido poderá facilitar o desenvolvimento do país, Braima Camará reconheceu que o diálogo se torna "muito mais fácil".

"Penso que a Guiné-Bissau já está numa nova era, virou a página, temos um Presidente, um primeiro-ministro e membros do Governo do mesmo partido.

Quando é assim, a conciliação é muito mais fácil", enfatizou, considerando que agora estão criadas todas as condições para a Guiné-Bissau transformar as oportunidades que tem em "ganhos reais".

Relativamente ao encontro da direcção do conselho empresarial da CPLP com o Presidente da República, Braima Camará adiantou que se tratou de uma audiência para a direcção dar conta das últimas actividades do conselho empresarial.

Fonte: ANGOP

Economia dos EUA anima e dólar tem maior queda em 3 meses



Por Silvio Cascione SÃO PAULO (Reuters) - O fim da maior recessão em 70 anos nos Estados Unidos estimulou os investidores a correr mais riscos nesta quinta-feira, o que derrubou o dólar aos patamares do início da semana.

A moeda norte-americana caiu 1,37 por cento, para 1,731 real. Foi a maior queda diária em quase três meses.

Após quatro dias de volatilidade, o dólar ainda acumula alta de 0,99 por cento na semana, mas já se distanciou do nível de 1,75 real registrado na véspera.

Indicador mais aguardado da semana, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA superou as expectativas e cresceu 3,5 por cento entre julho e setembro, segundo taxa anualizada, após ter registrado contração de 0,7 por cento no trimestre anterior.

O resultado ainda será confirmado por duas revisões, mas foi a senha para a disparada das bolsas de valores e a valorização de moedas emergentes em relação ao dólar.

O principal índice da Bovespa, que desabou 4,75 por cento na quarta-feira, subia mais de 6 por cento no final desta tarde. No exterior, o índice do dólar em relação às principais moedas caía 0,7 por cento e a cesta Reuters-Jefferies de commodities tinha alta de 2,1 por cento.

Nesta sessão, a gangorra pendeu para os investidores com posições vendidas na moeda norte-americana.

Nos mercados futuros de dólar e cupom cambial, os bancos são os principais agentes nessa ponta, com mais de 8 bilhões de dólares. No sentido inverso estão os estrangeiros, com cerca de 6 bilhões de dólares em posições compradas.

Apesar da volatilidade dos últimos dias, a perspectiva é de que o fluxo de dólares para o país continuará.

"Há condições para que a economia local continue ainda com ânimo bem grande, atraindo investidores não só à Bovespa, mas (também) de longo prazo", disse o gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado.

quarta-feira, outubro 28, 2009

DOM MIGLIORE PEDE MAIS JUSTIÇA NAS RELAÇÕES COMERCIAIS COM A ÁFRICA



Nova Iorque, 22 out (RV) - "As condições do comércio internacional devem se adequar às necessidades e aos desafios econômicos que a África enfrenta": foi o que disse o observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore, na 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova Iorque, sobre a necessidade de uma "Nova cooperação econômica para o desenvolvimento da África".

O representante vaticano sublinhou a necessidade de um maior compromisso em favor da realização de uma nova cooperação econômica e fez um apelo para que os preconceitos sejam banidos de uma vez por todas. "A África não é somente corrupção, golpes de Estado, conflitos regionais. A África demonstrou e demonstra também grande capacidade de gerir os processos de transição para independência ou de reconstrução depois dos conflitos" – frisou Dom Migliore.

Ele ressaltou ainda o papel da África na contribuição de pessoas qualificadas que trabalham nos organismos internacionais ou no âmbito científico, acadêmico e intelectual. "A África - ressaltou Dom Migliore - soube oferecer à comunidade internacional exemplos e valores dignos de admiração e hoje mostra sinais da realização de muitas de suas esperanças".

O representante vaticano sublinhou a necessita de uma maior solidariedade a fim de resolver os problemas que certamente não faltam no continente africano, ressaltando que não se deve permanecer somente no âmbito do assistencialismo, mas ajudar o continente africano a mostrar seu potencial.

Dom Migliore fez um apelo em prol do investimento na agricultura, na economia, e reiterou a necessidade de rever as condições do comércio internacional, criando oportunidades para os produtos africanos.

O arcebispo chamou a atenção para a pobreza em que vivem várias pessoas na África, ressaltando que a maior parte dos países africanos ainda está longe de atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015, pois existem ainda muitas pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia.

O representante vaticano chamou a atenção para a função ativa que a União Africana pode desempenhar na cooperação com os organismos internacionais, "a fim de que o G20 signifique realmente abertura a novos equilíbrios internacionais; para que seja um forte ponto de referência para a economia mundial, mas sem criar novas exclusões para os países mais pobres" – concluiu Dom Migliore. (MJ)

Análise: inconvenientes do euro mais forte do que o dólar



O real se valorizou 36% em relação ao dólar em 2009. Um recorde absoluto, superior às duas outras moedas que também ficaram mais caras em relação à moeda americana: o rand sul-africano (27%) e o peso chileno (21%).

Mas o real também encareceu em relação ao euro. Só que, ao mesmo tempo, o euro também teve uma valorização em relação ao dólar, o que parece irracional. Desde o início do ano o bilhete verde perdeu 20% do seu valor para o euro, enquanto a moeda europeia perdeu 29% em relação ao real. Muito complicado! Essa valorização do euro ante o dólar é paradoxal.

Mas o fato é que, se o real foi apoiado pela brilhante atuação do Brasil durante a crise, pela solidez do seu sistema bancário, um crescimento esperado de 5% em 2010 e a atração que o País exerce sobre os capitais estrangeiros, nada isso se observa nos corredores do euro. É claro que a Europa sai da crise, mas muito lentamente. Seu crescimento continua débil e o desemprego, na França por exemplo, bate e baterá novos recordes nos próximos meses.

Assim, mesmo se euro e real estão na mesma posição de força em relação ao dólar, os efeitos dessas valorizações não são os mesmas para cada uma das duas moedas. No caso do euro, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, grita entusiasmado que "Somos os mais fortes!". O que é não é seguro. Em todo o caso, "somos mais fortes", talvez não signifique que sejamos os "mais astutos".

É certo que o recuo do dólar é explicado pelo colapso da economia americana, sobretudo depois da crise. Obama injetou somas gigantescas de dólares na economia, e isso enfraqueceu a moeda. Há rumores de que "as máquinas de impressão de cédulas" recomeçaram a trabalhar nos Estados Unidos.

São esses fenômenos normais resultantes do simples funcionamento da mecânica monetária mundial? Ou os americanos não teriam dado uma ajuda nisso? O certo é que, no momento, essa fragilidade dá algum fôlego para a economia americana sufocada.

Talvez esse seja um efeito colateral - ou um estrago colateral - da globalização. De fato, num mundo onde as barreiras alfandegárias praticamente desapareceram, o único instrumento que um país dispõe para se proteger é a paridade monetária. Esse seria o cálculo americano.

A fraqueza do dólar aumentou em 20% a capacidade competitiva dos produtos americanos, permitindo que o país continue exportando, apesar da crise. E isso é uma artimanha clássica. Uma moeda fraca facilita a exportação, enquanto pune as importações (os fabricantes do Airbus prefeririam que o euro fosse menos forte).

Além disso, e sempre por causa da globalização, o dólar fraco oferece outra vantagens para a economia americana: lembremos que um dos efeitos da globalização foi lançar no mercado de emprego centenas de milhões de indianos e chineses ganhando dois ou três dólares por dia.

Como as indústrias dos países ricos, onde os empregados são bem remunerados, podem competir com esses países novos? Portanto, uma consequência automática da queda do dólar foi reduzir o custo do trabalho em território americano. Fala-se que algumas fábricas americanas que operam em países distantes já estariam pensando em se repatriar.

Assim, o recuo do dólar e a valorização injustificada do euro, longe de ser uma boa notícia para a Europa, devem ser recebidos como um sinal alarmante. O estranho é que a Europa não parece se preocupar com isso.

A explicação se deve sem dúvida ao caráter singular da maior potência da União Europeia, a Alemanha. Esse país desfruta de uma tal reputação, de uma rede de indústrias de exportação tão vasta, que continua a exportar ativamente, apesar de um euro caro. A Alemanha, assim, não faz nada para acordar os banqueiros de Frankfurt. E o euro continua a sua escalada.

Fonte: ultimo segundo