terça-feira, julho 27, 2010
Presidente da Comissão da União Africana destaca recuperação económica
Kampala - A economia de África registou no ano passado um crescimento de 1.6 porcento, estando previsto para este um aumento em 4.7 porcento. Segundo o presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping, o continente africano retomou a sua recuperação, noticia, nesta segunda-feira (26), o jornal moçambicano Notícias.
Falando na abertura da XV sessão da assembleia da União Africana (cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização continental), Jean Ping indicou que 13 países membros registarão um crescimento de 6 a 11 porcento. De entre estes Estados conta-se o Uganda, com 7.9 porcento, e a Etiópia, com 11 porcento.
No entanto, para consolidarem esta tendência de crescimento os países africanos deverão tomar medidas como o aumento de investimentos em infra-estruturas, de forma a estimular a produção, reduzir dificuldades para a sua distribuição e promover o comércio entre os países africanos, informa o enviado do Notícias à cimeira da União Africana, reunida no Uganda.
A comissão da União Africana mobilizou, com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) 7.8 milhões de euros para viabilizar a visão continental do desenvolvimento de infra-estruturas até 2030. Neste âmbito, a Comissão Africana lançou no sábado o Programa de Desenvolvimento de Infra-Estruturas em África (PIDA) preparado em colaboração com o AfDB e a NEPAD.
Outra medida que os países africanos deverão tomar para consolidar o crescimento da economia, segundo Jean Ping, tem a ver com o melhoramento da segurança alimentar que continua a ser um elemento chave no quadro do Programa de Agricultura Global e Segurança Alimentar (GAFSP). Isto conduziria a que “nenhuma criança morra de fome em África a partir dos próximos cinco anos”. Para que isso aconteça, o G8 comprometeu-se a aumentar a sua ajuda em 22 biliões de dólares até 2012.
Perante os lideres africanos, reunidos em Munyonyo, Kampala, Jean Ping indicou que África está a ganhar uma importância estratégica e por isso a atrair a atenção de uma diversidade de parceiros que tem vindo a “bater as portas”, mostrando o seu interesse com cooperar com o continente com base numa parceria mutuamente vantajosa.
Fonte: Africa 21
sexta-feira, julho 16, 2010
Africa’s Successes Show a Continent on the Edge of Economic Boom
SINGAPORE, July 15, 2010 –“Africa is turning the corner and I can say that it is on the path of an economic rebound.” So said World Bank Vice President for the Africa Region, Ms. Obiageli Ezekwesili, during the inaugural Africa Singapore Business Forum held in Singapore on July 14.
“If I had been invited to speak to you a few months ago,” Ezekwesili told the gathering of representatives from Asian and African businesses and governments, “my remarks would have been greatly influenced by the adverse impact from the food, fuel, and financial crises on Africa.”
But, Ezekwesili said, “I believe that the continent is perhaps at the about the same point now as where India was 20 years ago and where China was 30 years ago, just before their economic booms set in.”
This Business Forum, organized by International Enterprise Singapore and the Singapore Business Federation, comes at a time when there is increasing interest from Asian countries, beyond just China, in the myriad of opportunities opening up in Africa.
“Africa is the future of the global economy; and Singapore is, among all ASEAN countries, the largest investor in Africa in terms of cumulative FDI with US$3.5 billion invested across a broad range of industries,” Ezekwesili said. “Singapore is a trading nation and a vital node in global trade flows as the physical gateway to Asia.”
Having reached US$7.49 billion last year, Singapore-Africa trade still only represents 1.45 percent of Singapore’s total trade volume. According to participants at the event, much work is needed to increase awareness of the huge potential that exists in many countries in Africa and to facilitate greater interaction between the regions.
The “Economic Lion”
Just ten years ago, The Economist dubbed Africa “The Hopeless Continent”. This year, The Economist in recognition of the huge dividends that Africa is reaping after some tough choices—mobilizing domestic resources, redirecting wasteful spending, investing in basic education and health, reforming public utilities, and reducing protectionist policies—named Africa the “economic lion” ready to take its place beside the Chinese dragon and the Indian tiger.
Ms. Ezekwesili highlighted the success stories that have helped to open the eyes of the world to a different Africa from one of conflict and tyranny to one of reform and economic stability. Among the successes: Mali’s export sector led by the mango industry, “Nollywood”, Nigeria’s film industry, and Rwanda’s focus on tourism, which is helping boost its economy. Ms. Ezekwesili noted in particular the efforts of women in Kenya to bring Kenyan cut flowers on to the world market.
“These are stories that paint a robust picture of a continent that is clearly on the move,” she said. “Similarly, ICT has had a transformational impact on the continent by enabling access to finance, and enhancing the dynamism and efficiency of the markets.”
“These are stories that paint a robust picture of a continent that is clearly on the move,” she said. “Similarly, ICT has had a transformational impact on the continent by enabling access to finance, and enhancing the dynamism and efficiency of the markets.”
Many challenges do remain in Africa, and Ezekwesili pointed out infrastructure as a critical bottleneck.
“Less than 25 percent of the population of Sub-Saharan Africa has access to electricity,” she said. “This compares with 40 percent in other low income regions of the world.”
According to Ezekwesili, energy will be the key sector for future growth in Africa, with a huge deficit to fill. Filling the energy gap alone would increase GDP by two percent, she said.
Regional integration also is expected to support trade and infrastructure development in the continent.
Singapore’s Minister for State for Trade & Industry Lee Yi Shyan noted at the opening of the Forum that as Africa moves forward, Singapore’s experience has a lot to offer the continent.
“Singapore’s experience is a case study of relevance,” Yi Shyan said. “Our public and private sectors have accumulated knowledge in areas of mutual interest.”
One such area is in building and managing urban infrastructure.
Dr. Mo Ibrahim, Chairman of the Mo Ibrahim Foundation headquartered in London, also highlighted the importance of learning from such success stories. It is key, he said, that businesses coming into Africa ensure that they play a positive role in the sustainable development of the region; conduct business in an open and transparent manner and respect the environment.
Fonte: World Bank
quinta-feira, julho 08, 2010
Clube de Paris reduz dívida da Guiné-Bissau

Paris, França, 8 Jul - Os membros do Clube de Paris acordaram terça-feira com o governo da Guiné-Bissau um acordo de redução da dívida do país, de acordo com um comunicado da instituição que agrupa 19 países industrializados.
O comunicado adianta ter o acordo sido assinado "após a aprovação, em 7 de Maio passado, pelo Fundo Monetário Internacional de um novo acordo de três anos para a Facilidade de Crédito Alargada".
Assim, e atendendo à capacidade limitada da Guiné-Bissau para proceder à amortização da sua dívida, os países credores aceitaram diferir para depois de 31 de Dezembro de 2012 o pagamento da dívida de curto prazo do país bem como uma porção significativa dos atrasados relativos a esses créditos.
"Estas medidas deverão reduzir em mais de 98 por cento o serviço da dívida (incluíndo os atrasados) da Guiné-Bissau para com os credores do Clube de Paris entre 1 de Janeiro de 2010 e 31 de Dezembro de 2012", pode ainda ler-se no comunicado.
Participaram na reunião relativa à dívida da Guiné-Bissau, os governos da Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Federação Russa, Espanha e Reino Unido e ainda o Brasil, que é membro associado e não permanente do Clube de Paris.
Fonte: Macaub
segunda-feira, junho 21, 2010
sábado, junho 19, 2010
Guiné-Bissau recebe nova missão técnica do FMI
Uma nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) está na Guiné-Bissau, desde quinta feira, para contactos com as autoridades locais, soube a PANA junto do Ministério das Finanças em Bissau.
De acordo com uma nota oficial, a missão do FMI vai realizar dois seminários destinados a membros do Governo, doadores, Organizações não Governamentais, setor privado e sindicatos sobre o apoio ao programa económico do Governo e a iniciativa HIPC (sigla inglesa para Países Pobres Altamente Endividados).
Além dos dois seminários, refere a nota, o Ministério das Finanças vai também fazer uma apresentação pública das conclusões da missão anterior do FMI, realizada a dia 25 de Maio passado.
No mesmo mês, o FMI aprovou 33,3 milhões de dólares americanos (cerca de 26 milhões de euros) de apoio ao programa económico do Governo da Guiné-Bissau para os próximos três anos que, se for bem sucedido, significará um perdão da dívida.
A administração do FMI, reunida em Washington, aprovou ainda o pagamento de uma segunda prestação da ajuda, no valor de 1,5 milhão de dólares americanos, ao abrigo do programa de apoio a países altamente endividados.
A aprovação do programa de apoio, designado ECF, estava prevista para o início de Abril, mas foi adiada devido à instabilidade política registada na altura em Bissau, com a detenção de "alguns militares e políticos", indica a nota.
No âmbito do programa, o Governo prevê reformas na administração pública, no setor da defesa e segurança e na criação de melhorias de investimento para o setor privado.
A dívida externa da Guiné-Bissau está calculada em mais de 1,5 bilião de dólares e americanos. Desde 2001, o país tem tentado, sem êxito, cumprir com os critérios para que possa beneficiar de um perdão.
Fonte: Pana
sexta-feira, junho 04, 2010
sexta-feira, maio 28, 2010
Guine-Bissau e o unico entre os Paises Lusofonos com crescimento economico abaixo da media prevista para o Continente
O crescimento económico previsto, para este ano, em Angola é de 7,4 por cento, refere o relatório anual da ONU de Perspectivas Económicas Africanas, revelado, na segunda-feira, em Abidjan.
O documento sublinha que os países lusófonos de África, mesmo os mais frágeis, como a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, resistiram à crise global, mas precisam de “reformas urgentes” para estimularem as economias, refere o relatório anual de Perspectivas Económicas Africanas, revelado, na segunda-feira, em Abidjan.
O diagnóstico é do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Económica para África da ONU.
A estimativa para este ano é de retoma do crescimento económico para os países lusófonos de África, todos eles com níveis acima dos alcançados em 2009: Angola, 7,4 por cento, Cabo Verde, 5,1 por cento, Guiné-Bissau, 3,4 por cento, Moçambique, 5,1 por cento, e São Tomé e Príncipe 4,6 por cento.
Estes valores mostram que todos os países africanos lusófonos, à excepção da Guiné-Bissau, crescem acima da média prevista para o continente, 4,5 por cento.
O continente vai registar, este ano, no seu todo, uma retoma no crescimento do PIB para 4,5 por cento, mas o período de grave crise económica global torna difícil aos países africanos alcançarem os Objectivos do Milénio das Nações Unidas estabelecidos para daqui a cinco anos.
O continente reagiu melhor do que se pensava à crise, mas as marcas vão permanecer, avisaram economistas internacionais, refere o documento.
sexta-feira, maio 21, 2010
Defendida maior inserção de África na economia mundial
Luanda - O reitor da Universidade Lusíada de Angola, Mário Pinto de Andrade, defendeu hoje a necessidade de uma maior inserção do continente africano na economia mundial, pois representa cerca de 12 porcento da população mundial (900 milhões de habitantes).
O responsável, que falava durante a conferência comemorativa ao Dia de África, acrescentou que, apesar dos dados acima referenciados, o continente representa apenas um porcento do PIB mundial, igual percentagem de investimento directo estrangeiro e dois a três porcento do comércio mundial.
“Passaram-se oito anos desde a criação da União Africana, conseguiu-se acabar com o Apartheid, falta apenas uma maior inserção económica a nível mundial”, disse.
Ainda assim, informou que é o continente com a taxa de crescimento populacional mais rápida e com uma taxa de mortalidade infantil igualmente elevada.
Por outro lado, disse, num total de 48 países mais pobres a nível mundial, 33 são africanos e 32 países com índice de desenvolvimento humano baixo e num total de 42 milhões de pessoas infectadas com vírus HIV, cerca de 20 milhões são africanas, assim como 70 porcento da população africana activa está envolvida na economia informal.
Para o professor universitário, os líderes africanos estão preocupados com o combate à pobreza, com a boa governação, poder e uma melhor estratégia para o desenvolvimento do continente.
Apesar das várias dificuldades que ainda enfrenta, África de 2009 a 2010 registou a existência de conflitos na Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, no Zimbabwé, golpe de estado na Mauritânia, conflito no Sudão e no Madagáscar, entre outros, apesar disso vimos também a consolidação com eleições em vários países do continente, como Gabão, Sudão, Ilhas Maurícias, considerou.
Para finalizar, Mário Pinto de Andrade frisou que o continente, apesar de todas as vicissitudes, hoje é mais respeitado a nível internacional e vê-se agora países como Angola, África do Sul , Nigéria, Ghana e Egipto a participarem na cimeira do G8 e G20 como reconhecimento dos esforços económicos e sociais que estes países estão a fazer, no sentido das suas economias serem mais competitivas a nível internacional.
Anualmente a Universidade Lusíada de Angola realiza a reflexão sobre o continente africano, no âmbito da comemoração do 25 de Maio, dia de África.
Fonte: angop
quinta-feira, maio 20, 2010
Desemprego é o maior desafio à economia africana, diz ONU
A economia africana vai registrar uma recuperação visível em 2010, apesar da alta taxa de desemprego, afirmou ontem (18) um relatório da ONU sobre a economia do continente.
Segundo o documento intitulado "Relatório sobre a Economia Africana em 2010", emitido pela Comissão Econômica para África (UNECA, na sigla em inglês), a economia do bloco deve registrar este ano um crescimento de 4,8% graças à revitalização da economia global.
No entanto, a alta taxa de desemprego do continente será mantida mesmo no período de desenvolvimento acelerado, afirmou a UNECA, que apontou ainda o aumento excessivo da população como uma das causas do problema.
O relatório sugere aos países africanos que desenvolvam suas economias de forma diversificada, através da transformação do modelo de crescimento econômico, hoje muito dependente da exploração dos recursos naturais.
Fonte: CRI Online
Banco Africano de Desenvolvimento apoia Orçamento de Estado da Guiné-Bissau
Bissau, Guiné-Bissau, 19 Mai - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) atribuiu um financiamento de 8,5 milhões de dólares para apoio ao Orçamento de Estado da Guiné-Bissau, nos termos de um acordo terça-feira assinado em Bissau.
A ministra da Economia, Helena Embló, adiantou que o financiamento vai permitir ao governo do país avançar nas reformas estruturais, em particular no domínio das finanças públicas, a fim de "podermos vir a beneficiar da redução em 80 por cento da nossa dívida externa".
Presentes na cerimónia de entrega do apoio financeiro estiveram também o embaixador de Portugal, António Ricoca Freire, o representante da União Europeia, Franco Nulli, e a representante do Programa da ONU para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau, Giuseppina Mazza.
O governo da Guiné-Bissau precisa de realizar uma série de reformas a nível económico para para poder vir a beneficiar do perdão de cerca de 80 por cento da sua dívida externa, actualmente estimada em cerca de 1100 milhões de dólares.
Fonte: MacauHub
segunda-feira, maio 10, 2010
África quer mudar de estratégia agrícola
A 20ª reunião do Fórum Económico Mundial (FEM) sobre África terminou no fim de semana em Dar es-Salaam, na Tanzânia, com o compromisso dos participantes de continuar a reflexão para soluções comuns às dificuldades da agricultura no continente.
Componente essencial da economia africana, o setor agrícola é fornecedor de 70 porcento dos empregos em países africanos como a Tanzânia.
Mas, as mudanças climáticas poderão reduzir em 25 porcento a produção agrícola nos próximos anos, "ameaçando igualmente a segurança alimentar e os eventuais rendimentos no plano económico".
"Não acredito na necessidade de cada país ter uma nova abordagem sobre a agricultura", declarou o Vice-Primeiro-Ministro do Zimbabwe, Arthur Mutambra, que questionou o que os países africanos conseguiram fazer das suas visões anteriores.
Para melhorar o perfil da sua agricultura, Mutambra considera que os blocos económicos regionais como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deverão estudar as suas visões regionais respetivas para permitir à agricultura ocupar um lugar de eleição tanto na vida das populações como na economia em geral.
O continente africano está confrontado com uma necessidade mais urgente de modernizar as suas políticas agrícolas, tendo em conta a explosão demográfica que ela regista, declararam os participantes no FEM.
Explicando as razões do atraso do desenvolvimento agrícola na Etiópia numa altura em que a maior parte da sua população sobrevive graças à ajuda humanitária, o primeiro-ministro, Meles Zenawi, admitiu que o espetro persistente da fome no seu país constitui "um dilema".
A Etiópia conheceu uma grande fome que, conduziu ao derrube, em 1975, do regime do imperador Haile Selassie e uma outra combinada com uma seca que assolou o país em 1984/85 sob o regime ditatorial do coronel Mengistu Haile Mariam.
Meles declarou que, desde a sua ascensão ao poder depois de derrubar o regime de Mengistu, em 1991, "o seu Governo tem conseguido dar uma assistência alimentar às populações confrontadas com um problema de sobrevivência".
A propriedade e a disponibilidade das terras são os factores essenciais que podem fazer da agricultura um motor do desenvolvimento em África. Na Etiópia, as terras foram nacionalizadas e distribuídas aos camponeses em 1985.
O contrato de cessão de terras não impediu os camponeses na Etiópia de dobrar todos os 10 anos a sua produção alimentar, mas a desnutrição e a insegurança alimentar ameaçam a população.
"Nos últimos 18 anos, surgiram pelo menos 30 milhões de pessoas suplementares por alimentar. Mas não devemos limitar os nossos nascimentos", declarou Meles.
Segundo o Presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete, anfitrião este ano da reunião do FEM, o maior problema de África é a falta de meios.
Os participantes no FEM indicaram que os camponeses necessitaram de ajuda para transformar, para o seu consumo, os produtos da sua colheita dos quais eles conhecem o valor nutritivo.
Além disso, a tecnologia vai tornar a agricultura mais atrativa para os jovens que representam 60 porcento da população em África mas não está interessada por esta atividade que eles julgam aborrecida.
Fonte: Panapress
FMI aprova apoio financeiro à Guiné-Bissau
Washington, Estados Unidos da América, 10 Mai - O Fundo Monetário Internacional aprovou sexta-feira um apoio de 33,3 milhões de dólares ao programa económico do governo da Guiné-Bissau para os próximos três anos, que, se tiver sucesso, significará um perdão de dívida.
A administração do FMI, reunida em Washington, aprovou ainda o pagamento de uma segunda fatia de ajuda, no valor de 1,5 milhões de dólares, ao abrigo do programa de apoio a países altamente endividados (HIPC), refere a instituição financeira em comunicado divulgado na sua página electrónica.
A aprovação do programa de apoio, designado ECF, estava prevista para o início de Abril, mas foi adiada devido à desestabilização política registada naquela data em Bissau, com a detenção de alguns militares e políticos.
No âmbito do programa, o governo prevê reformas na administração pública, no sector da defesa e segurança e na criação de melhorias de investimento para o sector privado.
Na nota hoje divulgada, o FMI sublinha que um desempenho satisfatório “pode abrir o caminho ao alívio da dívida até ao final do ano”.
A dívida externa da Guiné-Bissau está calculada em mais de 1,5 mil milhões de dólares e desde 2001 que o país tem tentando, sem êxito, cumprir com os critérios para que possa beneficiar de um perdão.
Fonte: MacauHub
quinta-feira, maio 06, 2010
Começa em Dar-es-Salam o Fórum Económico para África
A reunião, que visa apresentar alternativas para relançar a economia africana no período pós-crise financeira, será aberta pelo chefe do Estado tanzaniano .
Dar-es-Salam - O vigésimo Fórum Económico Mundial para África, reunindo mais de 1000 participantes oriundos de pelo menos 85 países, entre chefes de Estado e de Governo, académicos, homens de negócios e representantes da sociedade civil, começa nesta quarta-feira (5), em Dar-es-Salam, capital da Tanzânia.
A reunião, que visa apresentar alternativas para relançar a economia africana no período pós-crise financeira, será aberta pelo chefe do Estado tanzaniano e presidente em exercício da União Africana (UA), Jakaya Mrisho Kikwete.
Vários chefes de Estado e de Governo de África confirmaram a sua participação no Fórum, nomeadamente os presidentes Armando Guebuza, de Moçambique, Paul Kagame, do Rwanda, Ali Ben Bongo Ondimba, do Gabão, Hifikepunye Pohamba, da Namíbia, Jacob Zuma, da África do Sul, e Boni Yayi, do Benin. São esperados também os primeiros-ministros Raila Amolo Odinga, do Quénia, Morgan Tsvangirai, do Zimbabwe, e Meles Zenawi, da Etiópia.
sexta-feira, abril 30, 2010
domingo, abril 25, 2010
FMI projecta um crescimento de 5,0% para economia de Cabo Verde
Praia - O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta um crescimento de 5,0% para a economia de Cabo Verde este ano e de 5,5% no próximo ano, informa a publicação desta instituição, o World Economic Outlook .
Segundo a fonte, depois de Cabo Verde ter registado em 2009 um crescimento de 4,1%, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta para este ano um crescimento de 5,0% e 5,5% em 2011.
Em relação aos demais PALOPs, o FMI prevê que a economia de Angola deverá ter uma forte recuperação este ano, podendo crescer 7,1%. Relativamente ao Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, depois de uma quebra de 0,4% em 2009, a expectativa é de que este crescerá 7,1% este ano e 8,3% em 2011.
Os outros países africanos de língua portuguesa viram as suas economias progredir mesmo em ano de crise internacional, mas com uma desaceleração do crescimento que será invertida este ano e no próximo. É o caso da economia de Moçambique, que deverá crescer 6,5% este ano e 7,5% em 2011, melhor que os 6,3% registados em 2009.
O PIB da Guiné-Bissau deverá registar uma progressão de 3,5% em 2010 e de 4,3% em 2011. O de São Tomé e Príncipe crescerá 4,5% este ano e 5,5% no próximo, acima dos 3,0% e 4,0%, respectivamente, conseguidos em 2009.
Fonte: AngolaPress
sexta-feira, abril 16, 2010
Bissau - O Banco Mundial (BM) prometeu um apoio ao orçamento da Guiné-Bissau no valor de seis milhões de dólares (4,4 milhões de euros - um euro equivale a 126, 392 kwanzas), divulgou hoje (quinta-feira) o Ministério da Economia guineense. Em comunicado enviado à Agência Lusa, o ministério referiu que esta promessa de apoio foi feita pela equipa do Banco Mundial (BM) que chegou hoje a Bissau para analisar formas de ajuda ao país durante uma reunião com o ministro das Finanças guineense. A mesma equipa se reúne sexta-feira com a ministra da Economia da Guiné-Bissau, Helena Embalo, para preparar a nova estratégia de intervenção do BM no país. No encontro de sexta-feira com Helena Embalo, será analisada uma proposta de Memorando Económico da Guiné-Bissau "destinado a servir de suporte para um futuro programa do banco no país", refere a nota. O programa tem como objectivo ajudar a Guiné-Bissau a superar o baixo crescimento económico, a instabilidade política e a fragilidade institucional registadas na última década.
Bissau - O Fundo da ONU para a População (FNUAP) vai apoiar o Ministério da Economia da Guiné-Bissau a concluir o recenseamento geral da população, anunciou hoje (quinta-feira) o ministério em comunicado.
Segundo a mesma fonte, a agência da ONU vai apoiar com 650 mil dólares (480 mil euros - um euro equivale a 126,392 kwanzas) o Recenseamento Geral da População e da Habitação para permitir a actualização dos programas e planos de desenvolvimento do país.
Os dados do recenseamento vão servir também para "orientar as análises sobre mortalidade materno-infantil, fecundidade, índice demográfico dos jovens e as migrações internas", refere o comunicado.
O FNUAP vai também apoiar com um financiamento de 300 mil dólares (221,4 mil euros) o "desenvolvimento da capacidade do Comité Técnico de Implementação e Seguimento do Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (DENARP)".
BM promete apoio de seis milhões de dólares ao orçamento
Bissau - O Banco Mundial (BM) prometeu um apoio ao orçamento da Guiné-Bissau no valor de seis milhões de dólares (4,4 milhões de euros - um euro equivale a 126, 392 kwanzas), divulgou hoje (quinta-feira) o Ministério da Economia guineense.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, o ministério referiu que esta promessa de apoio foi feita pela equipa do Banco Mundial (BM) que chegou hoje a Bissau para analisar formas de ajuda ao país durante uma reunião com o ministro das Finanças guineense.
A mesma equipa se reúne sexta-feira com a ministra da Economia da Guiné-Bissau, Helena Embalo, para preparar a nova estratégia de intervenção do BM no país.
No encontro de sexta-feira com Helena Embalo, será analisada uma proposta de Memorando Económico da Guiné-Bissau "destinado a servir de suporte para um futuro programa do banco no país", refere a nota.
O programa tem como objectivo ajudar a Guiné-Bissau a superar o baixo crescimento económico, a instabilidade política e a fragilidade institucional registadas na última década.
Fonte: Angola Press
Guiné-Bissau: Missão do FMI chega ao país para mais uma avaliação
Bissau – Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), chefiada pelo responsável do FMI, Paulo Droumon, chega esta quinta-feira à Guiné-Bissau. |
A notícia foi avançada à PNN por uma fonte do Ministério das Finanças guineense, segundo a qual, a missão será chefiada pelo responsável do FMI para a Guiné-Bissau, Paulo Droumon. O responsável do FMI chega assim ao país, quinze dias depois de golpe militar de dia 1 de Abril, com o objectivo de proceder à avaliação do programa de cooperação entre o Governo da Guiné-Bissau e o FMI. A fonte do Ministério das Finanças garantiu, por outro lado, que o programa de cooperação da Guiné-Bissau com FMI não foi afectado, pelo recente golpe militar que sacudiu o país. «Em princípio não houve nada, em relação à nossa cooperação com o FMI, porque nada foi alterado, a nível de gestão das finanças públicas. O único problema que existe é de carácter militar, como é de conhecimento de todos nós», disse a nossa fonte. Fonte: Jornal Digital Confiante nos resultados de perdão da dívida da Guiné-Bissau, a mesma fonte avançou que durante o primeiro trimestre do ano 2010, a gestão das finanças públicas melhorou bastante. Relativamente à data inicialmente prevista para a assinatura do programa de perdão da dívida com a Guiné-Bissau, a fonte do Ministério das Finanças avançou que tinha sido marcado o dia 2 de Abril para a reunião do Conselho de Administração do FMI, para efeitos de aprovação do programa de cooperação, mas que ficou comprometido, devendo agora ser fixada uma nova data para o efeito. |
quarta-feira, abril 14, 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)












