segunda-feira, fevereiro 19, 2007

world economic situation in 2007


Após três anos de crescimento acelerado, a atividade econômica mundial deve passar a se expandir de forma mais lenta a partir de 2007. Os países desenvolvidos serão os mais atingidos pelo refreamento da atividade econômica, o que pode trazer implicações para todos os demais.

A conclusão é do relatório Situação Econômica Mundial e as Projeções para 2007 (World Economic Situations and Prospects 2007), divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo o estudo, para este ano, o PBM (Produto Bruto Mundial) deverá crescer 3,2% ao ano. Em 2006, as estimativas indicavam um crescimento de 3,8%. Países de primeiro mundo devem registrar um aumento médio de 2% em relação ao ano passado. Para o Brasil, as previsões atuais das Nações Unidas são de crescimento real do PIB de 3,3% em 2006 e 3,5% em 2007.

“Considerando a média de crescimento do PIB real no período 2003-2007, se as previsões das Nações Unidas se confirmarem, a economia brasileira crescerá apenas 2,8% ao ano, enquanto a média mundial será de 3,4% ao ano”, registra uma análise do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), com base nos resultados da pesquisa da ONU.

A principal razão para a desaceleração global, segundo a Organização das Nações Unidas, será a queda da taxa de crescimento da economia dos Estados Unidos. Diante das previsões de retração do mercado imobiliário, o estudo aposta que os EUA cresçam apenas 2,2% este ano. E alerta: devido a uma maior desaceleração da economia norte-americana, ainda há riscos substanciais de que estes prognósticos sejam revistos para menos ao longo do ano.

O desaquecimento do mercado imobiliário norte-americano e a conseqüente redução do consumo familiar nos EUA e das importações afetam o comércio e a atividade de outros países, gerando um efeito em cascata. Neste cenário, a ONU garante que nenhum outro país desenvolvido, e nem mesmo a China, terá capacidade de assumir a liderança até então exercida pelos Estados Unidos. Segundo o estudo, a Comunidade Européia deve crescer não mais que cerca de 2% e o desempenho do Japão deve ficar abaixo desse índice.

Embora preveja taxas de expansão menores que as de 2006, o relatório afirma que os países em desenvolvimento e os de economia em transição crescerão mais que os desenvolvidos. Em 2007, economias em desenvolvimento – como as do México, Argentina e Chile – devem ter expansão média de 5,9%, contra 6,5% do ano anterior. Já as de países em transição, como a Índia e China crescerão acima dos 6,5%, ao contrário dos 7,2% de 2006.
Fonte: diarioonline.com

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

bom ano a todos



Esta e a primeira mensagem depois do final de ano e como tal nao podia deixar de formular aos meus amigos e a todos os que tem acesso a este espaco, feliz ano novo, que os obejctivos que cada um de nós prossegue para estes 365 dias, sejam alcancados com muito sucesso.

Afinal, no fim de cada ano e no comeco do novo ano, fazemos uma restrospectiva da nossa vida, avaliamos os avancos e recuos, meditamos sobre o que fizemos e o que resta por fazer, ponderamos sobre os erros ou falhancos e victorias ou sucessos!!!! Com base nisso perspectivamos o novo ano, planeamos a nossa vida, definimos objectivos e metas, vontades e desejos, sempre com a esperanca de que o nosso todo podero nos prestará saúde e bem estar para materializar estes anseios.

Decorridos 365 dias, chega o final do ano, fazemos o mesmo exercicio, ou seja um ciclo que se repete durante toda a nossa vida.

Portanto, espero e desejo sinceramente que cada um de nós chegue ao final de 2007 com saúde e que todos os nossos projectos de vida (quer privada/particular como profissional) sejam realizados ou atingidos com sucesso.

Como na nossa vida privada, o mesmo acontece com Países e Nacoes, ou seja os Governos fazem o balanco global do ano trasnsacto e perspectivam accoes para o ano seguinte: Formulam politicas, colocam metas, planeam accoes e definem estratégias para o ano.

No entanto, o nosso sucesso pessoal e o sucesso de qualquer País, depende da avaliacao séria que fazemos dos acontecimentos passados (ponto fraco e ponto forte) e da identificacao das razoes de base ou de fundo que estao na origem desse sucesso ou insucesso. Caso contrario, teremos dificuldades de planear nossas accoes para o futuro e deste modo, nossos projectos, concerteza, nao funcionarao.

Espero e desejo que, no caso concreto da Guiné-Bissau, os nossos governantes saibam fazer um balanco justo, realistico e sério da situacao do País em 2006 e deste modo formular novos desafios para 2007 a luz dos aconecimentos que marcaram o ano transacto.

Um bom ano a todos!

terça-feira, dezembro 19, 2006

BAnco Mundial cancelou toda a ajuda financeira a Guiné-Bissau



O Banco Mundial (BM) cancelou toda a ajuda e assistência financeira à Guiné-Bissau, na sequência de alegadas irregularidades do governo guineense na execução de projectos de cooperação e por actuar à margem da transparência e boa governação.




A decisão está contida numa carta, a que a Agência Lusa teve hoje acesso, enviada a 14 deste mês ao primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, pelo responsável do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, Cabo Verde, Senegal, Gâmbia e Níger, Madani Tall.

Na missiva, o Banco Mundial adianta ter já avisado o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a sua decisão e lembra que a medida «pode afectar» os financiamentos de outras instituições e parceiros internacionais.

Em causa poderão ficar os financiamentos do Banco Africano de Apoio ao Desenvolvimento (BOAD) e do seu principal parceiro da cooperação, a União Europeia (UE), bem como o apoio orçamental de 10 milhões de dólares (7,7 milhões de euros) previsto para este ano.

A 5 deste mês, cerca de quatro semanas depois da mesa-redonda de doadores, que decorreu em Genebra, o Banco Mundial já tinha ameaçado cancelar todos os apoios e programas na Guiné-Bissau, caso o governo de Aristides Gomes persistisse em actuar à margem da «transparência e da boa governação», factores exigidos para o desbloqueamento de fundos financeiros ao país.

Ninguém do governo guineense, apesar das várias tentativas feitas pela Lusa, se mostrou até agora disponível para comentar a decisão do Banco Mundial, que vai afectar ainda a negociação de um programa de pós conflito com o Fundo Monetário Internacional (FMI), conversações que deveriam começar já em Janeiro de 2007.

Por outro lado, o Governo guineense continua sem conseguir pagar os salários em atraso, nalguns casos de quatro meses, na Função Pública, o que motivou a realização de duas greves gerais de três dias este mês.

Guiné-Bissau prepara remodelacao do Governo




Bissau - O Governo guineense, liderado por Aristide Gomes, está a preparar uma «remodelação profunda» dos seus membros, com o objectivo de ultrapassar a crise política e social em que o país se encontra, noticia a Agência Bissau.
Os analistas políticos adiantam que a remodelação deverá afectar o ministro das Finanças, Victor Mandinga, alvo de diversas críticas e opositor das medidas de recuperação financeiras traçadas pelo Banco Mundial.A pasta das Finanças deverá posteriormente ser integrada no Ministério da Economia, passando Issuf Sanha, quadro influente no que toca às negociações com a comunidade internacional, a assumir a respectiva pasta.Os cargos ocupados por representantes do Partido da Renovação Social (PRS) deverão permanecer inalterados, por forma a manter intacto o Fórum da Convergência para o Desenvolvimento (FCD), que serve de base ao actual Executivo.Depois de ter ameaçado abandonar o Governo, o PRS optou por manter-se fiel ao acordo que deu origem ao FCD, recusando negociar com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) uma maioria parlamentar absoluta. Kumba Ialá congratulou-se com esta decisão do seu partido, escreve ainda a AB.
Fonte: Jornaldigital

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Banco Mundial anulou financiamento do projecto de reabilitacao de infra-estruturas na Guiné-Bissau



O Banco Mundial decidiu anular o financiamento do projecto multisectorial de reabilitação de infra- estruturas recentemente aprovado para a Guiné-Bissau, soube-se terça- feira em Bissau de fontes do Ministério da Economia.Numa carta enviada ao Governo bissau-guineense, o Banco Mundial indica que vai igualmente suspender até nova ordem uma ajuda orçamental de 10 miliões de dólares americanos destinada ao país.O Banco Mundial explica esta medida por "decisões do Governo de (primeiro-ministro) Aristides Gomes contrárias aos princípios de transparência e de boa governação"."O Conselho de Ministros de 31 de Outubro de 2006 tomou a decisão de cancelar o processo de aquisição dum sistema de produção energética duma capacidade de 15 megawatts através dum concurso internacional competitivo substituindo-o por um contrato negociado mas não competitivo de aquisição dum sistema de produção energética que tem uma capacidade de 10 megawatts apenas através do método de leasing", indica o Banco Mundial numa carta."As decisões tomadas pelo Governo de Bissau são contraditórias em relações às políticas anunciadas pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes, mas também aos acordos existentes com os parceiros de desenvolvimento", acrescenta a carta assinada pelo director das Operações do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, Madani Tall."Estamos decepcionados por não ter havido diálogo com o Banco Mundial apesar de estarmos a apoiar de maneira activa as reformas que o Governo está a instaurar", prossegue a carta.Uma missão de alto nível do Banco Mundial esteve em Bissau de 28 de Novembro a 1 de Dezembro com vista a encontrar soluções com o Governo.
Fonte: Pana

terça-feira, dezembro 05, 2006

O Grupo Santander (Totta) e Crédito Predial Português perdoam divídas a Guiné-Bissau



Bancos perdoam dívida a BissauO Grupo Santander (Totta) e o Crédito Predial Português(CPP) perdoaram uma dívida no montante de 22,3 milhões de dólares (17,1 5 milhões de euros) relacionada com duas empresas guineenses em fase de liquidação.O ministro das Finanças guineense, Vítor Mandinga, indicou que o acordo foi alcançado pelo governo guineense em Lisboa e abrange o Bando Internacional da Guiné-Bissau (BIGB), extinto em 1998, e os antigos Armazéns do Povo.Vítor Mandinga precisou que o acordo com o Grupo Santander e o CPP permitiu o perdão de uma dívida de 17,8 milhões de dólares (13,7 milhões de euros) no caso do BIGB, e de 4,5 milhões de dólares (3,5 milhões de euros) na situação que envolvia os Armazéns do Povo, montante que era devido ao antigo Totta. “O processo de liquidação das duas empresas (em curso há quase uma década) fica agora mais facilitado e agradecemos o gesto solidário e a boa vontade do Grupo Santander (Totta) e do CPP”, afirmou o ministro.-----------------------ExtintoTotta & AçoresO extinto Banco Totta & Açores, actualmente no Grupo Santander, manteve em Bissau uma sucursal até 2002, a única entidade bancária privada então em Bissau, altura em que abandonou o país, alegando a necessidade de reestruturação dos seus serviços.
Fonte: O primeiro de Janeiro

Guiné-Bissau encoraja criacao de ligacoes marítimas a Cabo-Verde



Governo da Guiné-Bissau encoraja criação de ligações marítimas a Cabo Verde [ 2006-12-05 ] Bissau, Guiné-Bissau, 05 Dez - O governo guineense garantiu segunda-feira que "tudo fará" para ajudar à criação de uma linha marítima que possa ligar a Guiné-Bissau e Cabo Verde, como forma de incentivar e dinamizar as trocas comerciais entre os dois países.A promessa foi feita pelo ministro da Economia guineense, Issufo Sanhá, que falava em Bissau para um grupo de empresários dos dois países reunidos no âmbito das Jornadas de Negócios e Investimentos.Promovidas pela Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura (CCIA) guineense, as jornadas, as primeiras entre empresários dos dois países e que terminam quarta-feira, visam encontrar formas de parceria que possam incrementar as trocas comerciais entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde.De acordo com o ministro da Economia guineense, a existência de uma linha regular de ligação marítima entre os dois países poderá facilitar qualquer iniciativa de aumento de trocas comerciais.Nesse sentido, prometeu "total ajuda" do governo para a materialização de qualquer iniciativa que possa facilitar a existência dessa ligação entre os dois países.Actualmente, existe um único meio de ligação entre a Guiné- Bissau e Cabo Verde, que é o voo semanal que os Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) fazem aos sábados, via Dacar, Senegal.
Fonte: macauhub




Guiné-Bissau: Banco Mundial ameaça cancelar apoios
O Banco Mundial (BM) ameaçou cancelar os apoios e programas na Guiné-Bissau caso o governo de Aristides Gomes persista em actuar à margem da «transparência e da boa governação», factores exigidos para o desbloqueamento de fundos financeiros ao país.
A ameaça está contida numa carta, a que a agência Lusa teve hoje acesso, enviada a 21 de Novembro último aos ministros guineenses da Economia, Issufo Sanhá, e das Finanças, Vítor Mandinga, pelo director das Operações para a Guiné-Bissau do Banco Mundial, Madani Fall.
Se a suspensão se confirmar, a Guiné-Bissau ficará também sem os financiamentos do Banco Africano de Apoio ao Desenvolvimento (BAD) e do seu principal parceiro da cooperação, a União Europeia (UE), deixando ainda pendente o apoio orçamental de 10 milhões de dólares (7,7 milhões de euros) previsto para este ano, alerta-se no documento.
Fonte: Diário Digital / Lusa

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Empresa marroquina adquire única cervejeira da Guiné-Bissau

Bissau, Guiné-Bissau, 29 Nov - A empresa marroquina Africa Bottling Co. adquiriu a única cervejeira da Guiné-Bissau, a CICER, ao empresário português Cardoso e Cunha por 2 milhões de dólares, anunciou terça-feira em Bissau fonte da empresa.

Karim Omar, da empresa marroquina, disse à agência noticiosa portuguesa Lusa que as partes formalizaram a venda na presença do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira.

O representante da empresa marroquina adiantou que os empresários do seu país estão a ser encorajados a investir na Guiné-Bissau não só pelas autoridades guineenses mas também pelo próprio rei Mohamed VI.

A empresa, que mudará do seu actual nome Companhia Industrial de Cervejas e Refrigerantes para Africa Bottling Co., passará a produzir refrigerantes, leite, iogurtes e gelados para crianças e água mineral devendo os novos produtos estar no mercado guineense no primeiro trimestre de 2007.

Fundada logo nos primeiros anos da independência da Guiné- Bissau, a CICER era das poucas unidades industriais a operar no país, com pouco mais de 90 trabalhadores locais.

Satisfeito com a resolução do problema da CICER, empresa que não operava desde 2001, data em que o empresário português decidiu sair do mercado guineense, o ministro do Comércio, Indústria e Artesanato, Pascoal Baticã, sublinhou a importância da reabilitação da unidade.

Para o ministro, o facto deve ser visto como "um balão de oxigénio" para e economia do país, mas também como a "melhor solução" para a CICER, lembrando que os trabalhadores que não forem absorvidos pelos novos donos da empresa, sobretudo os mais idosos, serão indemnizados. (macauhub)

quinta-feira, novembro 30, 2006

A Guiné-Bissau nao consta na lista dos piores Países Africanos






GUINÉ-CONACRI O PIOR PAÍS AFRICANO, ANGOLA O PIOR PALOP
Praia, 07 de Novembro – A Guiné-Conacri tem o índice de corrupção mais elevado dos 44 países africanos analisados pela organização Transparency International (TI), em relatório hoje divulgado, enquanto Angola ocupa a pior posição entre os países africanos lusófonos.
No estudo da IT referente a 163 países, a Guiné-Conacri ocupa a 160ª posição, antecedida por um trio constituído pelo Sudão, República Democrática do Congo (RDCongo, ex-Zaire e Chade.
Angola surge na 142ª posição, uma melhoria em relação ao 151º lugar de 2005, mas bastante atrás de Moçambique, o outro país africano de língua portuguesa analisado neste estudo, que surge na 99ª posição (97ª no ano passado).
Na lista aparecem apenas estes dois PALOP, porque a organização exige pelo menos três fontes de informação diferentes para incluir um país na tabela mundial e tanto a Guiné-Bissau, como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe dispõem de apenas duas.
O país com o menor índice de percepção de corrupção dos 44 africanos analisados é o Botsuana, que surge na 37ª posição, seguido pelas Maurícias (42ª), África do Sul e Tunísia (51ª ex-aequo) e Namíbia (55ª).

Jornadas de Negócio Guiné-Bissau/Cabo-Verde

Bissau, Guiné-Bissau, 30 Nov - As primeiras Jornadas de Negócio Guiné- Bissau/Cabo Verde vão contar com 15 empresários cabo-verdianos, afirmou quarta-feira em Bissau Agnelo Lima Gomes, da entidade organizadora.Em declarações aos jornalistas, Lima Gomes, 3º vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura (CCIA) da Guiné-Bissau, entidade que promove o certame, indicou que a intenção é reforçar o fraco panorama negocial bilateral e melhorá-lo no plano institucional.O encontro, a decorrer de 2 a 5 de Dezembro próximo, também promovido pela Câmara de Comércio e Indústria e Serviços do Sotavento (CCISS) de Cabo Verde, tem em vista também aumentar as exportações da Guiné-Bissau para o arquipélago cabo- verdiano, nomeadamente de produtos como legumes, carne e peixe.Nesse sentido, acrescentou Lima Gomes, as duas câmaras estão a tentar desenvolver um projecto que prevê o estabelecimento de uma linha marítima comercial entre a Cidade da Praia e Bissau, iniciativa cuja viabilidade será analisada durante o encontro.Apelando à participação dos empresários guineenses, a braços com graves dificuldades financeiras, Lima Gomes sublinhou que cabo Verde é uma das apostas da internacionalização da economia da Guiné- Bissau, dadas as potencialidades do país nas áreas agrícola, piscícola e turística.De acordo com Lima Gomes, os empresários cabo- verdianos estão ligados a diferentes áreas do sector económico, como hotelaria, turismo, informática e imobiliário, serviços e comércio.
Fonte: macauhub

França entregou a Guiné-Bissau o apoio financeiro


França entregou à Guiné-Bissau o apoio financeiro prometido na mesa-redonda de Genebra [ 2006-11-30 ] Bissau, Guiné-Bissau, 30 Nov - A França foi o primeiro país a entregar os fundos prometidos ao governo da Guiné-Bissau no âmbito da mesa-redonda realizada no princípio deste mês na cidade suíça de Genebra.O convénio para o desembolso imediato de 500 mil euros foi quarta-feira em Bissau entre o ministro das Finanças guineense, Vítor Mandinga, e o recém-nomeado embaixador da França, Jean François Parot.Fonte do gabinete de Vítor Mandinga adiantou que a verba disponibilizada pelo governo francês será canalizada para o apoio directo ao Orçamento Geral do Estado (OGE), que se debate com um défice acentuado, embora esteja coberto com as promessas dos doadores.De acordo com Vítor Mandinga, outros países e organizações estão a formalizar o processo dos seus desembolsos no quadro de um fundo de cerca de 270 milhões de euros anunciados como contribuição da comunidade internacional para a "reabilitação" da Guiné-Bissau.
Fonte: macauhub

Presidente do tribunal de contas exonerado



Guiné-Bissau: Presidente TC exonerado acusado de desvio 90M€O ex-presidente do Tribunal de Contas guineense, exonerado das funções quarta-feira por um decreto presidencial é acusado de desvio de cerca de 90 mil euros, tendo o processo sido já encaminhado para a Procuradoria-geral da República.
O caso foi hoje denunciado pela Inspecção Superior Contra a Corrupção (ISCC), instituição ad-hoc criado pelo parlamento guineense para lutar contra crimes que possam lesar o Estado.
Em comunicado à imprensa a que a Agência Lusa teve acesso, Alfredo Nunes, exonerado quarta-feira pelo presidente João Bernardo «Nino» Vieira sob proposta do governo, é acusado do desvio, em proveito próprio, de pouco mais de 60 milhões de francos CFA, o equivalente a 90 mil euros.
O caso estaria a ser averiguado desde 2005 pela ISCC e tinha sido já entregue na Procuradoria-geral da República um dossier probatório com as suspeitas que recaem sobre o exercício de Alfredo Nunes no Tribunal de Contas.
O alegado crime de peculato estaria relacionado com o exercício de Nunes entre Setembro de 2003 a Fevereiro de 2006.
Não é conhecida qualquer reacção de Alfredo Numes quanto à esta acusação.
No entanto, a entrega do dossier na procuradoria da República aconteceu, curiosamente, no mesmo dia em que foi anunciada a sua exoneração no cargo de presidente do Tribunal de Contas.
Alfredo Nunes foi substituído no cargo pelo jurista Certório Biote ligado ao Partido da Renovação Social (PRS), de Kumba Ialá.
Fonte: diáriodigital

Uniao Europeia financia reablitacao de estradas




Bissau, 30/11 - A União Europeia (UE) assinou quarta-feira com o governo guineense um contrato de 8,8 milhões de euros destinado à reabilitação de 103 quilómetros de estradas, referiu o delegado da Comissão Europeia (CE) em Bissau. Segundo explicou o italiano Franco Nulli, as obras irão comportar a reabilitação dos eixos rodoviários de localidades no norte, leste e sul da Guiné-Bissau, cujas estradas se encontram em avançado estado de degradação, em muitos casos intransitáveis. Os troços abrangidos serão os 70 quilómetros que ligam as localidades de Bula, Canchungo e Cacheu, no norte, e os 33 entre Jugudul e Bantandjam, eixo rodoviário que liga o leste e o sul da Guiné-Bissau, acrescentou. Segundo Franco Nulli, que falava na cerimónia da assinatura do convénio, realizada no Ministério das Finanças guineense, se tudo correr como o previsto, dentro de sete ou oito meses as obras dos dois troços estarão concluídas. A UE, principal parceiro comercial e de desenvolvimento da Guiné-Bissau, tem uma verba de 35 milhões de euros para programas de reabilitação das redes rodoviárias do país, explicou Franco Nulli. Dos 750 quilómetros de estradas que a Guiné-Bissau possui, 420 foram reabilitados com fundos da UE, afirmou ainda Franco Nulli, reafirmando a disponibilidade dos "25" em ajudar o país a resolver os seus problemas rodoviários. A dotação financeira da UE para a construção ou reabilitação de infra-estruturas na Guiné-Bissau, incluída no nono Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), esteve inicialmente orçada em 44,8 milhões de euros. A este montante serão acrescidos parte dos mais 31,2 milhões de euros destinados à construção de uma ponte rodoviária em São Vicente (60 quilómetros a norte de Bissau), obra a cargo da empresa portuguesa Soares da Costa e que permitirá ligar, por estrada, o norte e sul do país. Falando da importância atribuída pela UE aos dois eixos rodoviários, cujas obras deverão iniciar-se nos próximos dias, Franco Nulli destacou o "encurtamento de distâncias", bem como o "tornar mais agradável e rentável" os percursos entre as localidades agora ligadas por estrada. Por outro lado, destacou a importância dos troços para a "melhoria da performance económica" da Guiné-Bissau, sobretudo na sua interligação com países vizinhos, nomeadamente o Senegal e a Guiné-Conacri, que abastecem, em grande medida, o mercado guineense. Por seu lado, o ministro das Obras Públicas, Construção e Urbanismo, Carlitos Barai, felicitou a União Europeia pela sua acção em favor da Guiné-Bissau a nível de reabilitação da rede rodoviária, mas exortou os guineenses a terem mais cuidado com a preservação das estradas. Por seu turno, o ministro das Finanças guineense, Vítor Mandinga, manifestou desejo de que o executivo guineense continue a ter a União Europeia como parceira nas "tarefas do desenvolvimento", como tem sido até aqui, nos vários domínios, sobretudo na construção e manutenção da rede rodoviária.
Fonte: Angolapress

domingo, novembro 19, 2006

A questão do retorno de Nino Vieira à cadeira do poder continua assunto de conversa entre os guineenses



1. A questão do retorno de Nino Vieira à cadeira do poder continua assunto de conversa entre os guineenses. E já não se fala às escondidas como antigamente. As pessoas já não têm medo de exporem os seus pensamentos publicamente. Para muitas, não passa de um velho gagá implorando um lugar na história. Outras tantas não se importam que esteja ou não no poder, porque para elas quem detém na verdade as rédeas do poder são os militares, na pessoa do Chefe do Estado-maior Geral das Forças Armadas, general Baptista Tagme Na Waie. Mas, acontece que a moeda tem outra face. E no lado contrário, o povo é que virou monstro para Nino Vieira. Não se mistura com povo. Pois, “quem não deve não teme”! Desde que se assentou no poder (em Outubro de 2005) nunca tentou espairecer-se um pouco para lá do Poilão de Brá. Das pouquíssimas vezes que se deslocou para o interior do país sempre se fez acompanhar de forte aparato militar e da polícia. Como aprecia muito as bisbilhotices palacianas, continua a escutar os cochichos de Baciro Dabó (ex-Secretário de Estado da Administração Interna). É dos chefes de Estados africanos que nunca permanece no seu próprio país por mais de quinze dias. 2. Haverá algum caso idêntico a este em África? É de frisar que o regresso de Nino Vieira está atravessado na garganta de todos nós. Algumas pessoas, para afrouxar o desalento, argumentam que ele (o Nino) é mais perigoso se continuasse fora do país. Mas, a realidade dos factos parecem apontar para direcção contrária. Pergunto: numa circunstância como esta o que era suposto acontecer? O mais lógico seria, sem pestanejar, o povo sair ao terreiro e vomitar toda a sua ira contra toda a maquinação que está por detrás do seu regresso. Infelizmente estamos na Guiné-Bissau. Dando uma olhada no cadastro político guineense, não é provável que se vislumbre registos de protestos em massa ou tumultos. O único que teve lugar em 3 de Agosto de 1959 foi duramente reprimido pelo Estado colonial. Vamos pôr a afoiteza que se diz ser típico dos guineenses, e reconhecer que somos um povo de costume brando, mas violento em resposta às ofensas acumuladas. E por que é que somos assim? Alguns entendidos nestes assuntos associam o fenómeno aos regimes políticos que temos vindo a suportar, a começar pelo colonialismo português passando pelo despotismo dos governos pós-coloniais. É de reconhecer, por outro lado, que em África pós-colonial, à partida, o vínculo formal entre a pessoa (humana) e o Estado nunca teve grande significado. Até porque trata-se de um processo chegar-se a Estado. A tendência é das pessoas se identificarem mais com as suas pertenças étnicas (nações) do que propriamente com as leis do Estado nacional, que por sinal acabara por ser assumido por indivíduos preparados pelo Estado cessante (colonial). O Estado (herdeiro), em vez de albergar as nações como realidades nacionais, fez o contrário, agrediu e perseguiu-as. Tudo isso acontecia aos olhos do povo. E não poderia ter ganho outra leitura que não fosse a de um Estado dominador e estranho a realidade africana e inclusive as leis que este engendra. Por isso, o guineense, sendo, contudo, nacional do Estado (cidadão) – por motivos que já referimos – tende a alhear-se aos pressupostos que lhe determina o gozo de determinados direitos e deveres perante o Estado de que é nacional. A situação é muito mais dramática ao constatarmos que até os partidos políticos, com ascensão dos políticos profissionais, em vez de adoptarem uma postura mais interveniente, conscientes e intelectuais, tendem a reduzirem-se a meros empregados dos chamados grandes. Não é por acaso que se nota, inclusive, a falta de sentido crítico dos intelectuais e falta de cultura dos responsáveis do poder, num tempo em que os dados científicos abundam.3. Toda esta conversa vem a propósito da ideia de que podíamos ter sido poupados toda esta “travessia do deserto”, se tivesse havido oposição digna e responsável ao actual governo. Ou seja, hoje teria sido dispensáveis os clamores de Kumba Yala, que parece ter ressuscitado depois de largos meses de exilo voluntário em Marrocos. As declarações que proferiu contra o governo não transporta nenhuma novidade a mais das que o PAIGC de Carlos Gomes Júnior tinha, reiteradas vezes, dito publicamente sobre a legitimidade deste executivo ninista. Não importa aqui comparar o peso dos dois líderes no mercado político guineense. Só sei que é possível constatar que o governo não ignorou as palavras proferidas pelo homem do barrete vermelho e a comunidade internacional escutou-as muito bem. E em política não existem milagres! A capacidade, até aqui demonstrada, por Kumba Yala, está directamente relacionada com o facto de ter conseguido dar “pirueta” associando-se, antes da largada, ao grande Satã, arrastá-lo a sua alfombra, para depois arrumá-lo. Resta depois saber se será capaz de pôr na prática aquilo que poderão ser os seus intentos, tendo em linha de conta o cisma de “inocente” de Vieira, que a todo custo tenta fazer passar, como também a arrogância ingénua e fuga ao diálogo do actual primeiro-ministro.4. Em relação ao desempenho do executivo de Aristides Gomes, remetemos ao leitor o artigo de opinião publicado no portal “noticiaslusófonas” pelo nosso conhecido jornalista Óscar Barbosa (Cancan), intitulado “O FMI e a verdade na Guiné-Bissau”. Afinal o cognome deste governo “j’ai dèjá vu” é de “nô uni pa nô mama tako”. A sociedade “Guiné-Bissau: Marketing e Gestão S.A.” com a participação do Primeiro-Ministro, e os Ministérios da Economia, Finanças, Turismo e Ordenamento do Território e do Comércio, etc.. espelha a azáfama para o enriquecimento próprio. Isto, sem vasculhar as negociatas já existentes em volta da “ideia do petróleo”. O perfil do Governo afunda-se mais ainda com as notícias que correm nas ruelas de Bissau sobre as quezilas das “concubinas” Vieira, obcecadas pelo controlo do comércio da castanha de caju. Os atritos das duas damas terá afectado as relações entre o Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças. De outra maneira, o governo não tem mostrado capaz de garantir a segurança às populações. O país transformou-se em santuário de tráfico de drogas, armas e de emigração clandestina para Europa. Os argumentos do governo não passam de meros subterfúgios sem sentido. A tudo isso junta-se a fome generalizada, os salários em atraso da função pública. E sobre a célebre perseguição ao Salifo Sadio do MFDC? Uma vergonha temperada com brutalidade, que custou, mais uma vez, suor, sangue e lágrimas ao nosso povo. Há uma questão que o editorialista do jornal “Gazeta de Notícias” coloca e que é bom reter: “Como é que quem não contraiu compromissos com o povo, pode ter a preocupação de alcançar metas ou cumprir o que quer que seja num determinado horizonte temporal?” 5. O “grito”, portanto, de Kumba Yala, significa, ao meu ver, o apertar do cerco à classe dirigente. Já começou a dar os seus frutos. Mas, há, no entanto, quem veja nestas declarações um grave problema para o país, que a comunidade internacional “está cansada” dos sucessivos problemas guineenses, e que o país corre um sério risco de ficar entregue a sí próprio, se por qualquer motivo ocorrerem novas derrapagens. É caso para dizer que não existe forma mais desaforado de chantagem política que já vi. Não passam, no fundo, daquelas abordagens que procuram promover em África democracia sem lume idêntica a dos regimes de partido único. Voltando atrás, e a propósito do grito do homem do barrete vermelho, a expectativa do governo terá ficado aquém do montante calculado, em mais de 400 milhões de dólares. E estamos ainda na alvorada de agitação política. É provável que venha a correr muita água debaixo da ponte. Teremos no futuro breve o congresso do PAIGC. Entretanto, já começaram a aparecer sinais que apontam para o entendimento dos dois grandes partidos: o PAIGC e o PRS. Portanto, parece que se prevê por ai uma vaga de ciclone político que poderá de certa forma agitar a vida política nacional. Por isso, o governo e a Presidência da República tem dois caminhos a escolher: ou começam desde já a fazer as malas ou negociar o silêncio de Kumba Yala, que a seguir pelos discursos não está pelos ajustes.

Fonte: ABMP

Quem de direito que assuma as responsabilidades!



Não se fala de outra coisa que da previsível queda do governo de Aristides Gomes. As razões avançadas pelos analistas nacionais e internacionais parecem óbvias:

- O desmoronar do Fórum de Convergência para o Desenvolvimento, alicerce do governo de Nino Vieira devido às recentes e bombásticas declarações de Kumba Yalá;

- O clamoroso fiasco da mesa redonda, é um outro forte motivo a ponderar para a queda em desgraça de Aristides Gomes;

Este último argumento seria o corolário lógico das metas por ele traçadas. Desde que tomou posse, Aristides Gomes habituou os guineenses a viver em suspense face à probabilidade de realização de um evento.
No primeiro semestre foi a Conferência dos Chefes de Estado dos Países Lusófonos (CPLP), no semestre seguinte a Mesa Redonda.
Em nome destas cruzadas, calaram o país e destruíram os focos de oposição. Dos poucos que se atreveram a falar (casos das corajosas intervenções de Francisco Benante, Presidente da Assembleia Nacional Popular, isto para não falarmos dos partidos políticos na oposição) eram logo acusados de anti patriotismo e antidemocráticos. As manifestações sociais foram violentamente reprimidas (casos relacionados com a marcha dos professores contratados, reintegrados e novos ingressos, bem como dos quadros técnicos da saúde), o medo generalizou-se.
A primeira meta foi ultrapassada. Afinal, não seria de surpreender, houve apoios massivos e importantes de alguns países e lá se fez o que tinha que se fazer e neste contexto, o Brasil esmerou-se.

Mas a que custo social e financeiro para o país? Valeria a pena o Estado endividar-se para isso? Depois da azáfama, os ganhos diluíram-se. Vejamos o estado das estradas então recuperadas, vejamos as viaturas topo-de-gama circulando majestosamente entre a pobreza e sem chapas de matrículas, etc.
A segunda etapa era a realização de mesa-redonda com os doadores. Aristides Gomes convenceu-se que concretizando mais esta proeza, seria imbatível. Então precipitadamente tentou reunir, primeiro em Bissau, com os doadores e depois em Genebra, além de sucessivas missões de «sensibilização» que ele próprio e vários ministros, acompanhados por uma falange de “klaquerus” seus, se apressaram a fazer.

Cego pela ambição de aparecer como o “salvador da pátria”, Aristides Gomes não se apercebeu dos sinais que a Comunidade Internacional lhe fora dando e que anunciavam o pouco interesse que lhes despertaria a mesa-redonda. Neste capítulo, o Ministro da Economia, Issufo Sanhá, devia ter-lhe dado as “dicas”, das suas anteriores experiências vividas com a organização de eventos similares. Resumidamente, uma mesa-redonda só pode ter êxito quando o país tem o total crédito dos seus parceiros.
Sem desprimor para os que se fizeram representar, mas a ausência de certos doadores na reunião de Bissau, o nível de representação dos participantes nas reuniões eram sinais claros da comunidade internacional e que deveriam desencorajar o Governo a realizar a mesa redonda, na altura e nas condições em que o fez. O memorando do FMI, em vésperas da realização da reunião de Genebra não deixava dúvidas para o que se seguiria.
Sendo pouco astucioso e muito soberbo, Aristides Gomes não se apercebeu do alerta dado. A consequência esta à vista, com os magrissimos resultados obtidos na mesa redonda.
Das necessidades orçamentais expressas com carácter de urgência pelo Governo, nomeadamente a cobertura dos deficits de 2006 e 2007 e divida pública, etc. estimados em mais de 150 milhões de dólares americanos, o Governo só obteve 29 milhões. O que vem enfraquecer a sua posição colocando sérios riscos quanto à negociação de um programa com o FMI.
A dívida interna foi pura e simplesmente ignorada pelos doadores, o que é um péssimo sinal para os empresários nacionais, que vêem assim comprometidos os seus esforços para redinamizar as suas empresas, com consequências bastante nefastas para o relançamento da actividade económica no país. Não nos esqueçamos que o sector privado é o motor do desenvolvimento de qualquer país.
O DENARP que é fruto do trabalho e da persistência dos anteriores Governos, despertou o interesse da comunidade internacional, mas não ao ponto de a fazer largar os cordões à bolsa.
Apesar da pomposidade dos números avançados pelo Governo, dos 441 milhões de dólares americanos estimados como necessários para a primeira fase (2006-2011), a comunidade internacional só declarou a intenção de vir apoiar com 233 milhões de dólares (a desembolsar até ano 2011), ou seja pouco mais de 50% (metade) do que seria necessário para implementar projectos com vista a lutar contra a pobreza.
Sabe-se que dentro desta cifra foram contabilizadas ajudas que já tinham sido anunciadas em períodos precedentes. Cite-se o apoio da União Europeia no quadro do Fundo Europeu do Desenvolvimento (FED).
Por fim, outro grande eixo da estratégia de Aristides Gomes para a mesa-redonda era a tão propalada reforma da defesa e da segurança. Outra aposta falhada de Aristides Gomes!
Ao pretender associar o dossier da reforma da defesa ao documento de estratégia nacional de luta contra a pobreza, cometeu um erro crasso. Mas vejamos porquê.

É claro que os temas estão interligados, sem estabilidade não se pode promover o desenvolvimento, até aqui pensamos poder partilhar o mesmo raciocínio, mas o que o Governo se esqueceu é que há ainda de facto muitas reservas em relação ao sector da defesa, não só face aos avanços tão insignificantes, para não dizer inexistentes, até aqui conquistados nessa área tão sensível como nevrálgica, como pelo facto do Executivo de Aristides Gomes, não ter levado o referido projecto à sua discussão pela Assembleia Nacional Popular, por se tratar de uma matéria de exclusiva competência da ANP.
O dossier da Defesa e Segurança, ainda que prioritário e nisso concordámos plena e absolutamente com o Governo, temos, contudo, que reconhecer que ele não está suficientemente amadurecido e interiorizado pelos seus principais agentes. O princípio da assumpção, factor que garante a sustentabilidade, não está nem estava a priori garantido.

Temos que reconhecer que há ainda muitas zonas cinzentas nesse dossier, daí se compreender que a trilogia «paz, estabilidade e desenvolvimento» não tivesse convencido os doadores e que as necessidades estimadas pelo Governo em mais de 184 milhões de dólares americanos tenham sido igualmente ignoradas pelos doadores. Este dossier não recebeu nenhum tostão e é com bastante pena que o reconhecemos.

Abordaremos num trabalho especial o que foi na verdade os resultados desta reunião de Genebra, para uma maior e melhor compreensão de todos.
Contudo, podemos adiantar quer os fracos ou magríssimos resultados que a Mesa-Redonda de Genebra são a tradução plena e real da desconfiança da Comunidade Internacional face ao Governo do Aristides Gomes. Daí se reputar por iminente nos círculos politico-diplomáticos, a eminente e necessária queda do Governo.
A sustentação desta tese assenta no facto de Aristides Gomes ter falhado em todas as apostas que fez:

- Não trouxe estabilidade (interna) ao país e minou a credibilidade externa que o país tinha conquistado com Henrique Rosa e Carlos Gomes Jr.

- Não trouxe paz social: o desentendimento com os sindicatos é declarado (atrasos salariais preocupantes, horários de trabalho, etc.), o diálogo com a sociedade civil arrefeceu;

- Não logrou a consolidação da cultura democrática: o relacionamento institucional não existe, os seus ministros não respondem às interpelações dos deputados da Nação, não prestam contas a ninguém;

- Não melhorou a vida das pessoas, antes pelo contrário votou os guineenses à maior das pobrezas, em especial os camponeses que mais sentiram os efeitos devastadores da sua imaturidade politica;

- As finanças do país estão num verdadeiro caos (gasta-se muito mais do que se tem… vamos de empréstimo para empréstimos para garantir o pagamento dos atrasados salariais, mas continuamos a comprar “Hummer´s, Volvos, construção de “VILAS”, viagens com grandes delegações e estadias em hotéis de luxo, dignas dos príncipes árabes e dos petrodólares;

- Falhou na campanha de comercialização da castanha de cajú, trazendo o espectro da fome e consequentemente, acentuando mais os índices de pobreza para os guineenses;

- A Justiça nunca esteve tão desacreditada e conspurcada como agora. A alta criminalidade campeia (tráfico de drogas, falsificação de moeda, lavagens de somas colossais de dinheiro). Ninguém diz nada, ninguém faz nada…até quando?

- A corrupção gangrena o aparelho do Estado (temos o recente caso das pescas, de que abordaremos à parte), já não se fazem mais concursos públicos, os recursos do Estado são reciclados em contas privadas ou de projectos, os desvios de receitas orçamentais viraram norma, o aluguer de aviões tornou-se frequente, as viagens dos dirigentes baptizadas «double» porque o número de dias para efeitos de calculo de custos de representação e "perdiens" são a dobrar ou mesmo a triplicar (no caso da Mesa-Redonda de Genebra o PNUD pagou e o Governo também. Kumbelé-kumbelé, pano mamá!!).
Por tudo isto, Aristides Gomes acabaria por cair na própria teia que teceu. Hoje, agastado e acossado por todos, o discurso de Aristides Gomes é diferente de há um ano atrás quando pleiteou com todas as suas forças a demissão do governo de Carlos Gomes Júnior, desprezando a importância da mesa-redonda para o país e de acordos em curso de negociação que poderiam trazer recursos financeiros importantes para o país.

Nessa altura, a quinze dias da realização da mesa-redonda, Aristides Gomes não se lembrou que a Guiné-Bissau não tinha muitas saídas nem dos perigos da instabilidade governativa. Uma vez mais, o nosso país saiu a perder, por obra e graça dos seus “bons fidjus de tchon”.

Aristides Gomes é hoje um homem derrotado e humilhado pelo caos que ele e sua equipa semearam no país.

Será que este país, cujo grande orgulho de todos nós, foi a sua libertação do jugo colonial pela força das nossas armas e pelo sacrifício dos melhores filhos da nossa terra, se transformou gradual e paulatinamente numa República de Bananas?
Quem de direito que assuma as suas responsabilidades!
Autor: Cancan Barbosa

APOIANTES DE NINO VEIRA ATACAM MINISTRO DE PESCA



Um grupo de apoiantes do Presidente da República General Nino Vieira acusou o Ministro de Pesca e Economia Marítima Abdu Mané de desviar 300 milhões de Francos CFA e de adquirir com a receita de pescas dois navio de pesca para sua empresa pessoal.Para além das acusações, os apoiantes de General Nino Vieira nas últimas eleições presidenciais foram ao Estado-maior das Forças Armadas apresentar ao Chefe de Estado-maior General Batista Tagme Na Waye os documentos que comprova alegado desvio de 300 milhões de Francos CFA e da aquisição de dois navios de pesca para a sua empresa pessoal.Confrontado com o facto, o Ministro guineense de Pesca e Economia Marítima negou todas as acusações de grupo de apoiantes do Presidente da República General Nino Vieira e garante que está com a cabeça tranquila. Nas suas palavras, se os apoiantes de Nino Vieira tem a prova das suas acusações ele está pronta para ir as instâncias judiciais para provar que não desviou nenhum dinheiro nem adquiriu navios para a sua empresa pessoal.“Estou com a cabeça tranquila, porque tenho documentos que provam compras de navios para a fiscalização das nossas águas marítimas. Os navios foram adquiridos com conhecimento do Primeiro-ministro Aristides Gomes e Ministro das Finanças Victor Mandinga”, garantiu Abdu ManéPara Abdu Mané, se os apoiantes de Nino Vieira tiverem realmente provas das suas acusações não deveriam ir ao Estado-maior. Deveriam recorrer aos tribunais que é a entidade que compete fazer a justiça no país.O titular da pasta de Pesca e Economia Marítima da Guiné-Bissau disse estar a espera da evolução do assunto para depois revelar também muitas coisas que tem na manga. Abdu Mané disse que ainda não percebeu as razões dos apoiantes do actual Presidente da República de irem ao Estado-maior apresentar as alegadas provas e não ao tribunal.O Ministro guineense das Pescas e Economia Marítima advertiu ainda aos apoiantes de Nino Vieira que não vai admitir a interferência de pessoas estranhas no seu Ministério só porque apoiaram a campanha do actual Presidente da República.“Não vou admitir a interferência de pessoas estranhas no meu Ministério só porque que conduziram o actual Presidente da República ao poder e que pensam receber também a sua fatia de bolo”, afiançou Abdu Mané.Os apoiantes de General Nino Vieira invadiram também a Rádio Privada Bombolom FM, por esta ter difundido a notícia segundo a qual eles estão a preparar para derrubar o governo de Aristides Gomes que consideram não estar trabalhar bem para o desenvolvimento do país.Os apoiantes de Nino Vieira consideram de falsa a noticia e acusam a Rádio Bombolom FM de estar a fomentar a instabilidade no país porquanto eles não estão a preparar o derrube do governo de Aristides Gomes“ A notícia da Rádio Bombolom FM é falsa, porque nós não estamos a preparar o derrube de nenhum governo. Fizemos apenas um abaixo-assinado para podermos conseguir uma audiência com o Presidente da República para o espelharmos a situação da fome que se vive neste momento em todo o país”, explica o Presidente do Partido Jovem Serifo Balde que integra ao grupo de apoiantes de Nino Vieira.Nas suas palavras não faz sentido que os apoiantes de Nino Vieira esteja a preparar para derrubar um governo que eles próprios contribuíram para a sua formação no Fórum da Convergência para o Desenvolvimento.Sublinhe-se que o grupo dos apoiantes de Nino Vieira integra os pequenos partidos políticos e empresários guineenses.
Fonte: ABMP

sábado, novembro 18, 2006

Nova presidente da Câmara dos EUA sofre sua 1ª derrota






Nova presidente da Câmara dos EUA sofre sua 1ª derrotaPublicado em 17.11.2006, às 10h35
No mesmo dia em que foi eleita a primeira mulher a presidir a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a deputada democrata Nancy Pelosi sofreu sua primeira derrota. O deputado John Murtha, apoiado por ela, perdeu para Steny Hoyer a eleição para líder da maioria democrata na Câmara. Nancy tinha apostado todas as fichas em Murtha, seu amigo leal, em uma manobra considerada um 'grave erro tático'. Murtha está envolvido em denúncias de corrupção e não era o favorito. Hoyer ganhou com folga, conquistando 149 votos de deputados democratas. Murtha teve 86.O resultado mostrou divisões no Partido Democrata, uma semana após a vitória esmagadora do partido nas eleições legislativas. E Nancy saiu enfraquecida. Foi acusada de pressionar para eleger Murtha, com ameaças aos deputados democratas. A intervenção agressiva de Nancy em favor de Murtha pôs sob escrutínio seu estilo de liderança.Na noite da eleição legislativa, a presidente designada da Câmara prometeu: 'Os democratas pretendem liderar o Congresso mais honesto, transparente e ético da história.' Cinco dias depois, anunciou seu apoio a Murtha, surpreendendo até sua equipe. 'Não foi um começo dos mais promissores', disse a colunista Ruth Marcus, na última quarta-feira (15) no jornal Washington Post.Murtha, de 74 anos, foi um dos primeiros deputados a pedir a retirada das tropas americanas do Iraque, o que justificaria o apoio. Nancy também tinha uma dívida de gratidão com Murtha, porque ele comandou sua campanha para líder da minoria na Câmara. Mas o deputado tem um passado nebuloso.CORRUPÇÃO - Murtha esteve envolvido num escândalo de corrupção em 1980, embora não tenha sido indiciado. Na época, agentes do FBI, disfarçados de xeques árabes, ofereceram propinas a vários políticos para conseguirem morar nos EUA. Ao receber a oferta de US$ 50 mil, Murtha foi filmado dizendo: 'Eu não estou interessado... agora.Recentemente, ele votou contra o projeto de lei de financiamento de campanhas e se opôs a um 'pacote ético' proposto pelos democratas. 'A maior decepção é Nancy, perfeita em seus primeiros dias, tomar essa decisão equivocada', disse a colunista do Post.Para analistas, Nancy arriscou-se também pela rivalidade com Hoyer, com quem tem relação difícil. Eles se conhecem há 30 anos e disputaram postos de liderança no partido. Hoyer costumava discordar dela em vários pontos. 'Ela é uma mulher inteligente e cometeu um erro de julgamento', disse o deputado democrata Barney Frank. 'Steny foi o grande vencedor', disse Nancy após a eleição. 'Tivemos desentendimentos, mas agora isso acabou.Apesar dos sorrisos e promessas de unidade, o resultado foi um golpe para Nancy. Na campanha, ela era retratada por republicanos como 'o bicho-papão liberal que imporia valores hippies de São Francisco no país todo'. Com a vitória democrata, tornou-se a poderosa 'vovó Armani', mulher elegante e poderosa, capaz de unificar as vozes dissonantes de seu partido. Ou nem tanto.
Fonte: JCOnline

terça-feira, novembro 14, 2006

FMI dá 'nota positiva' para a economia de Guiné-Bissau



FMI dá 'nota positiva' para a economia de Guiné-Bissau
Bissau, 25 Out (Lusa) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) deu "nota positiva" ao desempenho macroeconômico do governo guineense e anunciou que vai estar presente na mesa-redonda que Guiné-Bissau vai organizar na primeira semana de novembro, em Genebra, Suíça.O elogio ao desempenho macroeconômico e a promessa de presença na mesa-redonda, na qual Bissau pretende pedir à comunidade internacional cerca de 600 milhões de dólares (R$ 1,3 bilhão), foi feita nesta quarta-feira pela chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau, Catherine Mcgrive.Mcgrive, que terminou nesta quarta-feira uma visita de duas semanas a Bissau, disse que foram registrados "progressos consideráveis" no cumprimento de um conjunto de recomendações acordados entre Bissau e a sua instituição.No entanto, a representante do FMI apontou alguns dos objetivos traçados que ficaram aquém das expectativas, principalmente em reformas fiscais e arrecadaçõs internas (dos R$ 111,3 milhões previstos foram arrecadados apenas R$ 101 milhões).Mcgrive considerou "positivos" os avanços em reformas no funcionalismo público guineense, dizendo que são "os mecanismos" que irão possibilitar "dias melhores" para a situação macroeconômica do país.Encorajando o ministro guineense das Finanças, Vítor Mandinga, a prosseguir com as reformas, a chefe da missão do FMI deu alguns conselhos, como por exemplo, novas propostas para a exportação do caju, principal produto do comércio externo do país e fonte importante de receitas.Um dos melhores governosMandinga agradeceu a crítica positiva do FMI e afirmou que o desempenho do atual governo de Aristides Gomes deve ser considerado um "dos melhores" que o país teve nos últimos nove anos.Neste sentido, o ministro disse que dos "oito objetivos estruturais" estabelecidos em julho com o FMI, cinco foram cumpridos de forma razoável e alguns de forma satisfatória, o que, no seu entender, dá "uma nota positiva" ao governo."Se fosse numa escala de avaliação de zero a vinte o aluno seria aprovado com uma média de 11/12, o que é muito bom para o caso de Guiné-Bissau", disse Mandinga, anunciando estar determinado a prosseguir com as reformas para sanear as Finanças Públicas. O ministro pediu ainda um esforço por parte dos guineenses e disse que se tudo correr como está previsto já em janeiro o governo vai ter um "programa pós-conflito" com o FMI, o que daria ao país fundos adicionais importantes para o financiamento de várias ações de desenvolvimento.Mandinga disse que agora as medidas a serem tomadas são a contenção das despesas, o pagamento de salários aos funcionários públicos através de bancos comerciais, as reformas no funcionalismo público e nas Forças Armadas e o controle rigoroso às obrigações fiscais.Por fim, o ministro das Finanças negou o atraso de salários de funcionários públicos e afirmou que o Tesouro Público guineense não está falido, informação que têm sido divulgada no país e no exterior.
Fonte: Lusa

Arabia Saudita fez doacao ao PAM para ajudar a Guiné-Bissau




A Arábia Saudita fez uma doação de 500 mil dólares (R$ 1,1 milhões) ao Programa Alimentar Mundial (PAM) para ajudar as populações mais vulneráveis da Guiné-Bissau, disse nesta quarta-feira o representante residente da organização em Bissau, José Pita-Grós.Graças a esta doação, o PAM reforçou a sua assistência alimentar às populações vulneráveis das regiões de Quínara e Tombali, ambas no sul da Guiné-Bissau, vítimas da crise alimentar que atualmente se verifica na zona, disse Pita-GrósDesde junho deste ano, o PAM, através dos seus parceiros operacionais da Guiné-Bissau, distribuiu um total aproximado de 700 mil toneladas de alimentos a cerca de 70 mil pessoas nas regiões de Quínara e Tombali.A doação saudita vai atambém permitir ao PAM estender com a assistência a outras regiões do país, dando continuidade aos programas de alimentação escolar e de reabilitação nutricional das crianças com menos de cinco anos e das mulheres grávidas e lactantes.A Arábia Saudita é um dos principais doadores do PAM, a quem doou, este ano, 30 milhões de dólares (R$ 64,2 milhões) para projetos de assistência alimentar humanitária em todo o mundo.Segundo Pita-Grós, o PAM é a maior organização humanitária do mundo, distribuindo anualmente alimentos a cerca de 90 milhões de pobres, incluindo mais de 60 milhões de crianças que sofrem de fome nos 80 países mais pobres do mundo.


Fonte: Lusa